Trump criticado por não condenar explicitamente extrema-direita por incidentes na Virgínia

O presidente norte-americano não referiu especificamente a marcha de supremacistas brancos, mas sim "tudo o que representa ódio"

O Presidente dos Estados Unidos está a ser criticado, incluindo por alguns dentro do seu próprio partido, por não ter condenado explicitamente a extrema-direita e os supremacistas brancos pelos incidentes de sábado na Virgínia, que resultaram na morte de três pessoas.

Donald Trump condenou "tudo o que representa o ódio" e apelou à unidade, dizendo que "não há lugar para este tipo de violência nos Estados Unidos", numa mensagem no Twitter. "Condenamos, nos mais fortes termos possíveis, esta demonstração chocante de ódio, fanatismo e violência de muitos lados, de muitos lados", disse Trump aos repórteres no campo de golfe de Nova Jersey onde está a passar férias.

Centenas de pessoas envolveram-se no sábado em confrontos violentos na sequência de um protesto nacionalista organizado no centro da cidade de Charlottesville, que obrigou o governador a declarar estado de emergência. Horas mais tarde um carro atingiu um grupo de pessoas que, segundo testemunhas, se manifestavam contra o encontro de extrema-direita, fazendo um morto e duas dezenas de feridos. E o número de mortos aumentou para três quando um helicóptero que dava apoio à polícia no terreno se despenhou.

Assim, a resposta de Trump foi insuficiente para alguns. O senador republicano Cory Gardner respondeu-lhe também no Twitter dizendo que "temos de dar nome ao mal" e que os culpados foram os "supremacistas brancos" e que foi um caso de "terrorismo doméstico". Outro senador republicano, Chuck Grassley, disse que o que "nacionalistas brancos" fizeram em Charlottesville é "terrorismo doméstico" e que não pode ser "melhor tolerado que qualquer outro tipo de extremismo".

Também o republicano Orrin Hatch, do Utah, disse que "o mal deve ser chamado pelo que é". Hatch falou no exemplo do irmão, que "deu a vida para combater Hitler" e disse que isso não aconteceu para que as ideias nazis serem agora disseminadas "em casa sem oposição".

O congressista democrata Adam Schiff afirmou que o presidente precisa de "falar contra a venenosa ressurgência da supremacia branca. Não há 'muitos lados' aqui, só certo e errado".

O governador da Virgínia, o democrata Terry McAuliffe, deixou uma mensagem mais dura para os manifestantes de extrema-direita :"Vão para casa e não voltem nunca. Não há lugar para vocês aqui, não há lugar para vocês na América".

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