Socorristas acusados de violar mulher dentro de ambulância

A vítima estava semi-inconsciente e terá sido violada a caminho do hospital

Dois socorristas estão a ser acusados em Espanha de terem violado uma mulher dentro de uma ambulância. Os homens iam levar a mulher, que estava semi-inconsciente, para o hospital mas, segundo o Ministério Público, violaram-na no caminho.

O caso aconteceu a agosto de 2015 em Barcelona, quando os socorristas foram chamados para ajudar uma mulher que estava semi-inconsciente na rua. Chegados ao local, os profissionais de saúde perceberam que a mulher estava quase desmaiada e deitada na rua pois tinha ingerido uma grande quantidade de álcool, segundo o jornal La Vanguardia.

Os suspeitos decidiram levá-la para o hospital Sagrat Cor, para a mulher ser vista por um médico.

Só que, como se lê nas notas do Ministério Público, os dois socorristas "decidiram saciar os seus instintos sexuais, perante o estado de semi-inconsciência em que se encontrava a mulher e para isso pararam o veículo às 2:03" da madrugada.

Os socorristas terão violado a vítima, que recuperou a consciência durante a agressão sexual, segundo o Ministério Público. Os homens afastaram-se, então, e pediram à mulher que não contasse a ninguém.

A vítima pediu-lhes para ir para casa e eles deixaram-na ir, após assinar uma declaração de alta voluntária. Os socorristas tiveram de contactar a central para informar que já não iriam levar a paciente para o hospital e por volta das 2:30 da madrugada a mulher era deixada em casa.

A mulher apresentou queixa à polícia alguns dias depois do incidente e até agora os socorristas negam todas as acusações. Se por um lado é a palavra da mulher contra a dos socorristas, o Ministério Público revelou um facto que pode influenciar o julgamento: O GPS da ambulância mostra que o veículo teve parado cerca de 15 minutos a poucos metros do hospital, algo que os socorristas não conseguem justificar.

O Ministério Público pede que os homens sejam condenados a sete anos de prisão por abuso sexual a uma pessoa privada de sentidos e que sejam sujeitos a mais seis anos de liberdade vigiada após ser cumprida a pena, além de terem de pagar uma indemnização à vítima.

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