Shkreli preso por ameaças contra Hillary Clinton

Martin Shkreli, após a sua condenação por fraude, no início de agosto

Antigo diretor-geral da Turing Pharmaceuticals, que aguarda sentença num caso de fraude, oferecia cinco mil dólares a quem conseguisse "agarrar um cabelo" da ex-candidata presidencial

Martin Shkreli, que ficou conhecido por comprar os direitos de venda de um medicamente usado por seropositivos e depois aumentar brutalmente o seu preço, foi detido após um juiz federal considerar que representa uma ameaça à comunidade. Tudo porque ofereceu dinheiro nas redes sociais a quem conseguisse "agarrar um cabelo" de Hillary Clinton.

Shkreli, que estava em liberdade depois de pagar cinco milhões de dólares a aguardar a sentença do julgamento por fraude, ofereceu cinco mil dólares no Facebook a quem conseguisse "agarrar um cabelo" da ex-candidata presidencial, que está atualmente em viagem pelos EUA a promover o seu novo livro: "What Happened" (o que aconteceu, em português).

"Existe perigo nesta mensagem", indicou o juiz do caso. Os procuradores alegaram haver "ameaça pública", alegando que "existe risco significativo de que um dos seus seguidores ou outra pessoa que fique a saber da proposta pelos media possa levá-la a sério - como aconteceu no passado - e actue".

Shkreli editou mais tarde a mensagem com a proposta, dizendo que era uma sátira, antes de a apagar completamente. Mas mesmo assim, o juiz resolveu que devia voltar para a prisão.

Shkreli, de 34 anos, fundou a farmacêutica Turing Pharmaceuticals e em setembro de 2015 comprou os direitos de venda do antiparasitico Daraprim (usado primeiro para o tratamento da malária e depois como opção para a prevenção da pneumonia em seropositivos). O medicamento, que até então custava 13,50 dólares (cerca de 12 euros), aumentou para is 750 dólares (cerca de 665 euros). Shkreli alegou então que tinha tomado uma decisão empresarial "inteligente", para ajudar na investigação de novos medicamentos. Face às críticas acabou contudo por recuar na decisão.

Em dezembro de 2015, seria detido por fraude. As autoridades norte-americanas acusaram-no de ter usado ilegalmente as ações da Retrophin, uma empresa de biotecnologia que fundou em 2011, para pagar dívidas de outros negócios, não relacionados com esta empresa. Em janeiro será conhecida a sentença neste processo, tendo sido condenado por três acusações de fraude.

Últimas notícias

Conteúdo Patrocinado

Mais popular

  • no dn.pt
  • Mundo
Pub
Pub