Sanders surpreende no Michigan, mas Hillary lidera destacada

Hillary já está no Ohio já a pensar na minisuperterça-feira dia 15

Senador relançou corrida à nomeação democrata. Do lado republicano, três novas vitórias de Trump deixam adversários com Florida e Ohio como última hipótese de o travar.

Há dois dias, as sondagens ainda davam quase 30 pontos de vantagem a Hillary Clinton nas primárias do Michigan. Não espanta assim que a vitória de Bernie Sanders, na terça-feira à noite (madrugada de ontem em Lisboa) naquele estado tenha sido um choque para os democratas. Apesar de ter perdido o Mississippi para a ex-primeira dama e de continuar muito longe da adversária em número de delegados, o senador do Vermont consegue manter-se na corrida à nomeação democrata para as presidenciais de 8 de novembro nos EUA.

Para Sanders, esta vitória ao arrepio de todas as sondagens mostra que "a revolução política de que falamos é forte em todas as partes do país". O senador do Vermont, que se identifica como socialista democrático, tem conseguido o apoio dos mais jovens e dos mais liberais, muito graças à sua mensagem antissistema. Mais, Sanders está convencido que "as zonas onde somos mais fortes ainda não votaram".

Com a campanha a dirigir-se agora para grandes estados como a Florida e Ohio, a verdade é que a vantagem de Hillary continua enorme em termos de delegados à convenção de julho em Filadélfia, na Pensilvânia - 1221, contra os 571 do senador. Para garantir a nomeação do partido, um candidato precisa de 2383. Talvez por isso a ex-secretária de Estado tenha preferido nem falar dos resultados de terça-feira. Em Cleveland, nesse Ohio que vai a votos para a semana, Hillary preferiu atacar os republicanos, sublinhando que quem se candidata à presidência "não devia apresentar insultos, devia apresentar resultados".

A ex-primeira dama, que passou os últimos dias no Michigan em campanha com o marido, o ex-presidente Bill Clinton, e a filha, Chelsea, surge muito à frente de Sanders na Florida e com uma curta vantagem no Ohio, mas a verdade é que as sondagens, como se viu agora, também se enganam. E se na Florida, a ex-primeira dama pode contar com o voto dos hispânicos (tal como o voto dos negros foi decisivo para a sua vitória no Mississippi), no Ohio, pode ser terreno mais difícil, uma vez que se trata de um estado muito semelhante demograficamente ao Michigan: branco e com poucos latinos. Illinois e Missouri também vão a votos nesta espécie de minissuperterça-feira.

Domínio de Trump

Atacado pelo establishment do partido, acusado pelos adversários de mudar de opinião, Donald Trump voltou a provar na terça-feira que é o claro favorito à nomeação republicana para as presidenciais de novembro. Venceu no Havai, Michigan e Mississippi, perdendo apenas o Idaho para Ted Cruz e surgindo cada vez mais imparável. Mesmo que em número de delegados, a sua vantagem para Cruz não chegue a uma centena . Num discurso de vitória em Jupiter, na Florida, o magnata do imobiliário lembrou que os ataques contra ele "fizeram ricochete". E a primeira vítima foi Marco Rubio. O senador da Florida, favorito do núcleo duro do partido, teve uma prestação mais fraca do que o esperado, ficando em quarto lugar na terça-feira, atrás do governador do Ohio John Kasich. Os dois homens apostam tudo no dia 15, quando os seus estados forem a votos.

A última ronda de primárias confirmou Ted Cruz como a melhor hipótese do partido para travar Trump. O senador do Texas recebeu ontem o apoio de Carly Fiorina, a ex-CEO da Hewlett-Packard que em fevereiro abandonou a corrida à nomeação republicana. Mas depois de ter vencido tanto no Midwest industrial como no Sul, nos eleitores republicanos, nos independentes e até mesmo nos evangélicos, Trump sublinhou que "Ted vai ter tarefa difícil. Raramente me derrota".

E ontem, numa ronda pelas televisões, o magnata lembrou: "Se este partido se unir, ninguém o conseguirá derrotar." E já a pensar em novembro, Trump garantiu na MSNBC que até admite ter Rubio como vice-presidente.

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