Nova Zelândia expulsa diplomata americano

Rex Tillerson, o secretário de Estado norte-americano

Autoridades pretendia levantamento da imunidade para investigar suspeitas de crime, mas EUA recusaram

A Nova Zelândia decidiu expulsar um diplomata norte-americano depois de Washington se ter recusado a levantar a sua imunidade diplomática durante a investigação de um crime, informam hoje os 'media' locais.

"Esperamos que todos os diplomatas aqui obedeçam às nossas leis, sendo que no caso de incumprimento a polícia tem que investigar (...). Rejeitamos a decisão de não terem levantado a imunidade" do diplomata, assinalou o primeiro-ministro neozelandês, Bill English, em conferência de imprensa, segundo o jornal New Zealand Herald.

A polícia informou de um incidente, ocorrido no domingo 12 de março, em que esteve envolvido "um indivíduo da embaixada dos Estados Unidos em Wellington", mas sem facultar, no entanto, mais detalhes sobre o delito ou a pessoa em causa.

As autoridades locais pediram para interrogar o diplomata para clarificar o sucedido, mas ao ser-lhes negado tal o executivo neozelandês decidiu retirar as suas credenciais.

O diplomata em causa terá, segundo os 'media', deixado o país na semana passada, com o nariz partido e um olho negro, acompanhado da sua mulher e filho.

O primeiro-ministro neozelandês rejeitou a possibilidade de o caso vir a criar problemas nas relações diplomáticas entre a Nova Zelândia e os Estados Unidos, sublinhando que compete agora às autoridades norte-americanas tratar desse assunto.

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