Moscovo desmente ter informações sensíveis sobre Trump

Porta-voz do Kremlin garante que dossier sobre Trump é "disparate total"

O Kremlin garantiu esta quarta-feira que não tem qualquer material comprometedor sobre Donald Trump, o presidente eleito dos Estados Unidos, ou sobre a democrata Hillary Clinton, que Trump derrotou na corrida à Casa Branca. E referiu que a existência de um eventual dossier com informações sensíveis sobre os dois norte-americanos é um "disparate total".

Segundo Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, o dossier é falso e foi inventado para causar mais dano nas relações bilaterais entre Rússia e Estados Unidos, que têm vindo a degradar-se nas últimas semanas na sequência da alegada interferência informática russa nas presidenciais dos EUA. Recorde-se que Barack Obama, presidente ainda em funções, expulsou mais de 30 funcionários diplomáticos russos por terem prejudicado "os interesses dos Estados Unidos".

Na terça-feira, um responsável norte-americano disse à AP que os serviços secretos tinham informado Trump sobre um relatório não comprovado de que a Rússia tinha obtido informação pessoal e financeira comprometedora sobre o Presidente eleito dos Estados Unidos.

O responsável pediu para não ser identificado por não estar autorizado a falar do caso publicamente.

Depois da publicação destas notícias, Donald Trump afirmou, na rede social Twitter: "Notícias falsas - uma caça às bruxas política!"

Segundo a imprensa internacional, este relatório não comprovado foi compilado por um antigo agente do MI6 nos últimos seis meses. Uma cópia do texto foi entregue pelo senador John McCain, que lidera o comité que está a investigar a alegada interferência russa nas eleições presidenciais, ao diretor do FBI.

Entre as várias informações que este relatório inclui, contam-se a alegação de que Trump estará a receber apoio da Rússia há pelo menos cinco anos e que terá recusado vários negócios lucrativos propostos por Moscovo.

O conteúdo do texto não está confirmado nem foi validado por qualquer entidade oficial, mas o relatório acabou por ser publicado na íntegra pelo site de notícias BuzzFeed. A decisão dos editores - que dizem ter agido em nome da transparência e do direito dos eleitores a decidirem por si se acreditam ou não nas alegações do dossier - espoletou um intenso debate político e jornalístico.

Ainda que o BuzzFeed alerte que o texto contém erros e que a autenticidade dos documentos é "potencialmente impossível de verificar", vários meios de comunicação criticaram a decisão de disponibilizar online o relatório que poderá ser mera especulação sobre os laços de Trump com a Rússia. O jornal britânico The Guardian revelou mesmo que teve acesso ao documento, mas nada publicou por não ter maneira de o verificar de forma independente.

Segundo a CNN, que adiantou ontem em exclusivo que um resumo deste relatório foi entregue a Trump e a Barack Obama, o FBI está ainda a investigar a credibilidade das informações veiculadas.

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