José Eduardo dos Santos quer vitória, pelo menos com maioria absoluta

Chefe de Estado angolano fez discurso de abertura da segunda reunião ordinária do Comité Central do MPLA

O presidente do MPLA e chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, afirmou hoje o objetivo do partido em vencer as eleições gerais de 2017 pelo menos com maioria absoluta, mas não esclareceu se é candidato.

"O nosso objetivo é ganhar as eleições com maioria qualificada ou no mínimo maioria absoluta e o segredo estará na disciplina, na união e coesão de todos em torno dos nossos candidatos, quer no processo da campanha eleitoral quer no momento da votação", afirmou José Eduardo dos Santos, durante o discurso de abertura da segunda reunião ordinária do Comité Central do MPLA, que se realiza hoje em Luanda.

O Comité Central do MPLA conta desde agosto último com 363 membros e da ordem de trabalhos da reunião de hoje, a segunda do atual mandato, consta a apreciação da estratégia eleitoral do partido.

"O Comité Central, nesta sessão, vai aprovar a estratégia eleitoral do partido, onde estarão expressas as orientações que todas as estruturas deverão cumprir", disse.

A atual Constituição de Angola, que é o segundo maior produtor de petróleo de África, prevê que o cabeça de lista do partido mais votado em eleições gerais (parlamento e Presidência) é automaticamente designado Presidente da República.

"Devemos trabalhar com o povo e para o povo, rumo à vitória. E celebrar condignamente o sexagésimo aniversário da fundação do MPLA, que se aproxima", disse o líder do partido.

José Eduardo dos Santos, de 74 anos, sucedeu em 1979 ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, mas já integrava o primeiro Governo após o período colonial português, então como ministro das Relações Exteriores.

Em março deste ano, igualmente no discurso de abertura de uma reunião do Comité Central do MPLA, José Eduardo dos Santos anunciou a intenção de deixar a vida política em 2018.

Contudo, já em agosto, acabaria por ser reeleito presidente do partido, sem nunca esclarecer em que moldes seria feita a anunciada transição ou sequer se pretendia concorrer às eleições de 2017.

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