Japão planeia ter novo imperador em 2019

Akihito, de 83 anos, expressou o seu desejo de abdicar em agosto

O imperador do Japão será substituído pelo filho a 01 de janeiro de 2019, de acordo com o planeado pelo país, que está a preparar o enquadramento legal para a primeira abdicação em 200 anos, avança a imprensa local.

Akihito, de 83 anos, expressou o seu desejo de abdicar em agosto, após quase três décadas no trono, alegando motivos de saúde e idade avançada.

Os principais jornais do país - Yomiuri, Asahi, Mainichi e Nikkei -- citam fontes não identificadas que dizem que o príncipe Naruhito, de 56 anos, vai suceder ao pai no dia de Ano Novo de 2019.

O porta-voz do Governo Yoshihide Suga não quis comentar as notícias na sua conferência de imprensa regular, hoje.

Após o anúncio de Akihito no ano passado, o Governo estabeleceu um painel de especialistas para ajudar a decidir qual a melhor forma de proceder com a questão, repleta de desafios históricos e legais.

Apesar de as abdicações terem ocorrido na longa história imperial do Japão, há 200 anos que tal não acontece. Atualmente não existe nenhum mecanismo legal que o permita.

O tema é altamente sensível à luz da história moderna de guerra do Japão, combatida em nome do pai de Akihito, o imperador Hirohito, que morreu em 1989.

Alguns académicos e políticos consideram que a abdicação pode abrir um perigoso precedente e fazer com que os monarcas japoneses fiquem vulneráveis a manipulação política.

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