Grupo de 26 cidadãos do Qatar raptados em 2015 foi libertado

A libertação está ligada a um acordo que levou nos últimos dias à evacuação de várias cidades sitiadas na Síria

Um grupo de 26 cidadãos do Qatar raptados no sul do Iraque em dezembro de 2015 foi libertado esta sexta-feira, disse à agência France Presse um alto responsável do Ministério do Interior iraquiano.

A sua libertação está ligada a um acordo que levou nos últimos dias à evacuação de várias cidades sitiadas na Síria, segundo uma fonte próxima das negociações.

O grupo, que inclui vários membros da família real do Qatar, foi raptado durante uma expedição de caça no sul do Iraque.

O rapto, num sector xiita, nunca foi reivindicado, tendo circulado informação segundo a qual teriam sido intercetados por milícias próximas de Teerão.

Após a sua libertação, os caçadores foram acolhidos hoje pelas autoridades em Bagdad, indicou um conselheiro do ministro, Wahab al-Taee.

Deverão ser entregues, após verificação das identidades, a uma delegação do Qatar, que se encontra na capital iraquiana desde a semana passada.

O acordo para a sua libertação foi "concluído entre a Frente Fateh al-Sham, antigo braço da Al-Qaida na Síria, e os sequestradores", precisou à AFP a fonte próxima das negociações.

Indicou que o acordo incluía a retirada de milhares de habitantes de localidades rebeldes e pró-regime que estavam sitiadas na Síria.

O processo de retirada começou há uma semana, foi interrompido a 15 de abril por um atentado que causou 126 mortos, entre os quais 68 crianças, e retomado alguns dias depois.

Em 2015, 18 trabalhadores turcos também raptados no Iraque foram igualmente libertados devido a um acordo similar sobre o levantamento de cercos a localidades xiitas no norte da Síria.

A Turquia e o Qatar apoiam grupos rebeldes envolvidos no conflito na Síria.

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