Disneyland acusada de não pagar o suficiente aos funcionários para terem casa

Protesto em Anaheim teve como objetivo alertar para as dificuldades dos trabalhadores. Alguns moram nos carros, outros na rua

Anaheim, cidade mais populosa de Orange County, condado do estado da Califórnia, EUA, é casa da Disneyland. Sítio de sonhos e fantasia, alguns dos seus trabalhadores, no entanto, dizem enfrentar uma realidade que difere completamente do que se vive dentro dos muros do parque de diversões.

Um protesto, na passada sexta-feira, surpreendeu muitos fãs e visitantes da Disneyland. Quem se manifestou em frente àquele que se autointitula "o lugar mais feliz na Terra", alertou para problemas de salários baixos e para a existência de sem-abrigo entre os trabalhadores do parque.

"A Disney, achamos nós, está a contribuir para o problema dos sem-abrigo aqui em Anaheim. Existem funcionários que vivem na rua, nos carros ou em situação instável", afirmou uma das organizadoras do protesto, Jeanine Robbins, de acordo com o Guardian.

A Disneyland é o maior empregador de Orange County, que vive atualmente uma crise no que toca aos sem-abrigo, e é, ao mesmo tempo, uma das zonas mais caras para se viver nos EUA. De acordo com dados reproduzidos pelo Guardian, o que uma pessoa precisa de receber, à hora, para ter um pequeno apartamento com uma cama, corresponde a 25.46 dólares. Mais de 22 euros.

"Eu adoro o meu trabalho. Não é o trabalho que está em causa, é o ordenado", afirmou, sob anonimato, um funcionário da Disneyland de Anaheim, que explicou ainda receber 12.10 dólares à hora (cerca de 10.50 euros). "Muita gente vive de ordenado em ordenado. Outros em carros", acrescentou. Explicou ainda que mora numa outra cidade, como muitos dos seus colegas, e que muitos deles têm dois e três trabalhos para sobreviver.

Os testemunhos variam. Enquanto alguns trabalhadores afirmam que precisam mesmo de viver no carro, outro explica que alguns o fazem para "não falharem o turno seguinte" ou porque estão muito cansados.

Do lado da Disney, a porta-voz Suzi Brown disse que a empresa tem "vários recursos para os empregados" e que dá também "milhões de dólares" para apoiar organizações sem fins lucrativos que lidam de perto com o problema das pessoas que não têm uma casa para viver.

O testemunho de Brown vem na sequência de terem sido retirados bancos de várias paragens de autocarro perto da Disneyland, algo que nem a empresa, nem a cidade, dizem ter responsabilidade sobre.

Em dezembro, inclusivamente, uma funcionária, Yeweinishet Mesfin, de 61 anos, natural da Eritreia, foi encontrada morta no seu carro, onde morava, perto do ginásio onde tomava banho.

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