Custo da segurança de Melania em Nova Iorque coloca questões

Akie Abe e Melania Trump visitaram jardim japonês

Primeira dama decidiu ficar na Trump Tower pelo menos até ao final do ano letivo. E ainda só passou duas noites na Casa Branca.

Desde que Donald Trump tomou posse, a 20 de janeiro, a mulher, Melania, passou apenas duas noites na Casa Branca. A primeira dama já havia comunicado que iria ficar em Nova Iorque até ao final do ano letivo para não obrigar o filho, Barron, de dez anos, a mudar de escola. Mas a sua ausência da capital federal e da residência oficial do presidente dos EUA começa a dar que falar na imprensa. Sobretudo porque a sua estadia na Trump Tower, obrigando a um aparato de segurança em plena Quinta Avenida, custa dinheiro aos contribuintes americanos.
Quem passa diante da torre de 58 andares, cuja penthouse é o lar de Donald Trump desde 1983, não pode deixar de reparar nas dezenas de agentes da polícia nova-iorquina e nos membros do Secret Service destacados para garantir a segurança da primeira dama e de Barron. Quanto é que isso vai custar, só no verão deverá vir a público. Mas se pensarmos que proteger o próprio presidente em Nova Iorque durante os mais de dois meses que decorreram entre a sua vitória nas presidenciais de 8 de novembro e o dia da posse custou um milhão de dolares por dia, com certeza não será pouco.
Num artigo de opinião no New York Times, a escritora Gail Collins ironizava: "Não queremos que o pequeno Barron tenha de mudar de escola, mas Trump podia comprar a Melania um condomínio numa zona com pouco trânsito para evitar que se tivesse de criar uma zona de exclusão em Manhattan. Daria um sinal de que ele compreende os problemas que está a causar".
A verdade é que a primeira dama pouco se tem feito ver. A exceção têm sido os fins de semana em Mar-a-Lago. Primeiro para uma gala de angariação de fundos da Cruz Vermelha e para assistir ao Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano que é um verdadeiro evento nacional. Agora para servir de anfitriã ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e à sua mulher, Akie.
Não é só o custo da segurança de Melania que tem sido posto em causa nas últimas semanas, o próprio papel de primeira dama tem sido questionado por alguns analistas. Sobretudo depois de ter sido a filha Ivanka a acompanhar Trump numa cerimónia de homenagem a um SEAL da marinha morto no Iémen. E se já escolheu Lindsay Reynolds como chefe de gabinete, Melania ainda não escolheu a restante equipa que constuma acompanhar a mulher do presidente.
Ainda segundo o New York Times, os pedidos de visitas à Casa Branca, geralmente uma tarefa entregue à primeira dama, têm-se acumulando. E não se sabe muito bem em que ponto estão, por exemplo, os preparativos para as celebrações da Páscoa, um evento que costuma juntar 35 mil convidados na residência oficial do presidente.

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