Colégio gasta 1200 euros no Burger King por falta de cozinheiros

Associação de Pais diz que a falta de pessoal na cozinha é recorrente

A falta de cozinheiros num colégio em Estepona, Málaga, levou a que fosse necessário comprar 300 menus da cadeia de restaurantes de comida rápida Burger King para suprir a falta de almoço para os alunos, crianças entre os três e os doze anos.

A Associação de pais denuncia que o colégio Nuestra Señora del Carmen está com falta de pessoal: dois dos três postos de trabalho na cozinha estarão por preencher e quando começaram as aulas, a 11 de setembro, estava em funções apenas uma cozinheira para toda a escola. E, segundo María José Medel, vice-presidente da Associação de Pais Tres Banderas, citada pelo El País, no dia em que as aulas começaram a única profissional disponível estava afinal a recuperar de uma "indisposição", pelo que na cozinha estava apenas um ajudante que foi destacado de um outro colégio na região.

Quando chegou a hora de almoço não havia refeições para servir, pelo que a alternativa mais rápida foi pedir 300 menus de hambúrgueres e batatas fritas para os alunos.

De acordo com María José Medel a delegação regional de educação foi informada, mas não tomou qualquer decisão em tempo útil. "Não houve outra maneira. Eram 13:00 e ainda não nos tinham contactado", explicou.

A falta de pessoal na cozinha do colégio tem dado azo a várias situações semelhantes. "Até as mães já tiveram de ajudar no serviço", acrescentou Medel.

Entretanto, a Delegação de Educação de Málaga informou que está a fazer o que é "necessário" para resolver o problema e contratou os serviços de uma empresa de catering que serve outras escolas da região.

Já a refeição do primeiro dia de aulas, vinda diretamente do Burguer King, acabou por ficar em 1200 euros.

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