Casal considerado culpado de fingir morte de bebé que era agredida

Mãe fingiu que bebé morreu subitamente num autocarro, mas descobriu-se que já estava morta e com sinais de maus tratos

Quando foi descoberto que Imani, bebé de 16 semanas, tinha 40 fraturas nas costelas, um pulso partido e o crânio fraturado, as atenções viraram-se imediatamente para os seus pais.

Isto porque Rosalin Baker, de 25 anos, e Jeffrey Wiltshire, 52, resolveram fingir a morte da criança, de uma forma súbita, num autocarro, quando a bebé já estava morta há um dia.

O casal foi absolvido de homícidio, mas o juiz disse-lhes que iam ter uma "pena substancial", de acordo com a BBC. Foi em setembro, num autocarro, que Rosalin levou Imani com ela numa viagem e depois começou a dizer que a bebé havia parado de respirar.

Os restantes passageiros ficaram agitados, mas a mãe de Imani permaneceu sempre mais calma que os restantes, permanecendo ao telefone. Uma testemunha disse ao juiz que Baker parecia "muito relaxada" e que "não estava a chorar, nem aos gritos", apesar de a criança estar "fria".

Num vídeo, é possível ver Jeffrey dar um "thumbs up" (um fixe) à companheira, quando esta entra no autocarro. Rosalin foi também a uma loja de conveniência, já com a criança morta.

Jeffrey, que em tribunal disse ter 25 filhos, negou quaisquer maus tratos à criança e a Rosalin.
Por outro lado, Rosalin diz que Jeffrey é violento e que consome drogas, forçando-a a levar a bebé para o autocarro para a "incriminar".

O procurador Duncan Atkinson, segundo a BBC, diz que Imani, que estava na proteção de menores, foi atacada três vezes na semana da sua morte. A bebé, que nasceu prematuramente, teve "bastante dor" devido às lesões que lhe foram causadas.

Na semana anterior à morte de Imani, os três foram virar juntos e dormiam na mesma cama. Um dia, os pais acordaram para descobrir que a criança estava morta.

"A primeira coisa que pensei foi que ele [Jeffrey] lhe tinha feito alguma coisa", afirmou Rosalin em tribunal.

O advogado Devi Kharran destaca o facto de, apesar de Imani estar com "sérias dores", nenhum dos pais ter levado a bebé ao hospital.

O par vai conhecer a sentença a 28 de maio. A ena máxima por causar ou permitir a morte de uma criança é de 14 anos.

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