Índia ameaça retirar vistos e Amazon retira tapete com a bandeira

O tapete com a bandeira da Índia, tal como estava à venda na Amazon Canadá

A Amazon deixou de vender o tapete de entrada com a bandeira da Índia, depois do ministro dos Negócios Estrangeiros do país ter ameaçado deixar de dar vistos aos trabalhadores da Amazon.

Ou deixam de vender o tapete com a bandeira da Índia ou acabam-se os vistos para os vossos trabalhadores. Foi assim que a ministro dos Negócios Estrangeiros indiano resolveu, no Twitter, um conflito diplomático com o site de vendas online Amazon.

O tapete em questão, com a bandeira da Índia, estava à venda por 35,99 dólares na Amazon Canadá e tornou-se uma fonte de protestos entre os indianos, com a ministra dos Negócios Estrangeiros a vir a público defender a retirada do objeto do catálogo virtual da Amazon.

Sushma Swaraj escreveu na sua conta do Twitter, dirigindo-se à alta comissão indiana no Canadá, cerca das 14.00 (hora portuguesa): "Isto é inaceitável. Por favor, resolvam isto com a Amazon ao mais alto nível". O texto estava acompanhado de uma imagem do referido tapete.

A ministra foi dura: "Amazon tem de apresentar desculpas incondicionais. Devem retirar todos os produtos que insultem a nossa bandeira nacional imediatamente". Logo a seguir vinha a ameaça. "Se isto não for feito rapidamente, não garantimos Visa indiano a nenhum funcionário da Amazon. Também rescindiremos todos os visas atribuídos no passado".

A Amazon não respondeu de imediato, mas aos protestos da ministra juntaram-se os dos clientes. "Não se pode insultar a bandeira nacional da Índia fazendo um tapete com ela", disse um deles. "Apaguem isto da vossa lista imediatamente", acrescentava.

A Índia tem um código de uso da bandeira nacional muito restrito. A bandeira, também chamada de tricolor, não pode, por exemplo, tocar no chão. Também não pode ser impressa em roupas e mobiliário. Ou seja, o uso da bandeira como tapete para limpar os pés feria várias dessas regras.

A Amazon, com sede em Seattle acabou por retirar o produto do mercado. A empresa que os produz, XLYL, também tem versões com a bandeira norte-americana e canadiana.

A comissão que representa os interesses indianos no Canadá, questionada pelo Washington Post, não revelou se tinha apresentado queixa formal à Amazon.

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