Assembleia Municipal de Lisboa debate terça-feira expansão da rede do Metro

A Assembleia Municipal de Lisboa vai debater, na terça-feira, a expansão da rede de Metropolitano, iniciativa proposta pela bancada do BE e que contará com especialistas do setor e com representantes da empresa e dos trabalhadores.

De acordo com a informação hoje divulgada no 'site' daquele órgão deliberativo, entre especialistas estarão Álvaro Costa, Santos Silva e Pompeu Santos, enquanto da parte da empresa intervirá Rui Pina e pelos trabalhadores falará Paulo Alves.

Depois desta primeira parte, haverá uma segunda, dedicada à intervenção dos deputados municipais e da Câmara.

"As conclusões do debate específico serão alvo de proposta de deliberação a apreciar em reunião posterior", indica a mesma informação.

Esta semana foi anunciado que o Metropolitano de Lisboa vai ter mais duas estações até 2022 (Estrela e Santos), estando previstas também estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

De acordo com o plano de desenvolvimento operacional da rede, apresentado em conferência de imprensa, está previsto o prolongamento da Linha Amarela do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações na Estrela e em Santos.

Em declarações à agência Lusa, o líder da bancada bloquista na Assembleia Municipal de Lisboa, Ricardo Robles, disse que esta opção "é um erro tremendo", porque "não vai acrescentar mais mobilidade à cidade".

"São duas zonas relativamente bem servidas de transportes púbicos -- nomeadamente elétricos e autocarros -- e não se justifica investimento de Metro nesta zona. Em contrapartida, há uma zona da cidade extremamente debilitada, a zona ocidental, que permanece esquecida", criticou o autarca, aludindo às freguesias de Campolide, Campo de Ourique, Alcântara, Belém e Ajuda.

Classificando-a como uma solução "profundamente errada", o também candidato do BE à presidência da Câmara de Lisboa considerou que ainda pode ser revertida.

"Acreditamos que o bom senso ainda pode imperar", vincou.

Além da realização debate, o BE solicitou, mas já na Assembleia da República, uma "reunião de urgência" ao ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e ao presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, adiantou o líder bloquista.

O custo desta obra é de 216 milhões de euros, com recurso a fundos comunitários e a empréstimo no BEI - Banco Europeu de Investimento.

Os concursos devem avançar no 2.º semestre de 2018, estando prevista a entrada ao serviço no final de 2021.

O documento prevê também a expansão da Linha Vermelha entre São Sebastião e Campo de Ourique, com duas estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique.

Esta ampliação tem um custo estimado de 186,7 milhões, mas neste caso não há uma data de conclusão prevista, "por ausência de garantias de financiamento".

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