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Obras do Centro Pastoral Paulo VI

Santuário está a averiguar "possíveis irregularidades"

por Lusa, publicado por Ana Meireles  

O reitor do Santuário de Fátima anunciou hoje em comunicado que foi desencadeado "um processo de averiguações" para detetar eventuais irregularidades nas obras de requalificação do Centro Pastoral Paulo VI.

"Após as conclusões das obras, o Santuário foi notificado pelos serviços camarários de possíveis irregularidades, por ausência de uma licença específica para o uso das instalações", informou Carlos Cabecinhas.

O reitor sublinhou que, "assim que recebeu esta informação, o Santuário iniciou imediatamente o processo de averiguações" e lembrou que antes de serem iniciadas as obras a instituição questionou a autarquia sobre "as licenças que deviam ser pedidas", sendo que "todas elas foram solicitadas e obtidas".

Hoje, o vereador da Câmara de Ourém, Nazareno Carmo, disse à Lusa que o Santuário de Fátima já tinha sido avisado para o risco de encerramento daquele espaço, uma vez que não possui licença de utilização.

"Já notificámos o Santuário para que solicite a licença de utilização do Centro Pastoral Paulo VI, o que ainda não foi feito. Também já informámos o Santuário do risco de termos de encerrar aquele espaço. É uma medida drástica, mas que temos sempre de ponderar", sustentou, o autarca responsável pelo pelouro de Fátima na Câmara de Ourém.

Na sua edição de hoje, o diário i noticia que o Santuário de Fátima fez obras ilegais para acolher jovens no Centro Pastoral Paulo VI e que a Câmara de Ourém detetou quartos construídos à margem da lei, durante uma ação de fiscalização da autarquia.

O mesmo jornal revelou que o caso começou há dois anos, quando o Santuário de Fátima decidiu remodelar o Centro Pastoral Paulo VI, tendo efetuado a obra com base num projeto chumbado.

O novo espaço foi inaugurado em março deste ano, após obras de requalificação, cujo custo não foi divulgado pelo Santuário de Fátima.

O edifício possui uma capela, um anfiteatro com 2.092 lugares sentados, um salão para 600 pessoas e oito salas que, no total, podem albergar 120 pessoas. Possui ainda camaratas nos pisos subterrâneos e um 'self-service'.

"Respeitamos muito o Santuário de Fátima, mas temos de respeitar sempre a lei. A Câmara não quer correr o risco de ser responsabilizada por algo que não aprovou. Amanhã não quero ser responsabilizado por algo que ali aconteça", frisou à Lusa Nazareno do Carmo.

Na ação de fiscalização, verificou-se que "existiam camaratas no piso -1 e -2, o que não é permitido por lei, já que ficam abaixo da cota da soleira", especificou.

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