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O meu filme de verão

"'Cinema Paraíso' é um filme muito atual"

por Carla Bernardino  

"'Cinema Paraíso' é um filme muito atual"
Fotografia © DR

Adriano Luz, ator na novela 'Remédio Santo' da TVI, viu o filme italiano quando este se estreou nas salas de cinema em Portugal. Hoje, continua a não perder uma oportunidade de o rever porque o considera "emocionante"

Cinema Paraíso é mais do que um filme de verão, é quase uma película de uma vida inteira para Adriano Luz. As razões são simples: "É um hino ao cinema, mas também à capacidade que as artes têm de nos fazer sonhar. A maneira como é contada a história, a forma como é apresentado aquele projecionista. É emocionante", diz, embevecido, o ator que podemos ver atualmente na novela Remédio Santo, na TVI, e que tem regresso marcado ao cinema para o final do ano, com o filme As Linhas de Wellington, e para 2013 em Night Train to Lisbon, de Bille August, e Quarta Divisão, de Joaquim Leitão.

"Há de haver seguramente muita gente apaixonada pelo Cinema Paraíso", crê este ator, que atualmente entra em casa dos portugueses de segunda a sexta. Um filme a que assistiu pela primeira vez "no cinema, provavelmente quando estreou em Portugal", em janeiro de 1990. E apesar de o ter visto "era muito novo", Luz sabe-o de cor: "Foi um filme que decorei, tenho-o ainda muito presente. O filme tem um lado de liberdade e de revolta que é extraordinário. Depois, é passado num tempo conturbado, numa Itália pobre e muito desigual. É um filme muito, muito atual."

Aos 53 anos, o ator já perdeu a conta às vezes que viu o filme italiano de Giuseppe Tornatore e até tem o DVD em casa, para rever a história sempre que quiser. Contudo, Adriano Luz prefere vê-lo num qualquer canal, apreciando ser apanhado de surpresa pelas grelhas da programação. "Por exemplo, se visse que o filme iria ser exibido hoje à noite na televisão, ficaria a vê-lo com toda a certeza", conta Adriano Luz ao DN. "Gosto do filme pela maneira como é mostrado aquele projecionista, uma profissão que cada vez existe menos, e o miúdo é fascinante", diz.

Entre as cenas preferidas, Adriano elege a última: "Aquela cena final em que o protagonista, já adulto, vê os filmes censurados - e eu, que em muito em jovem passei por essa coisa tenebrosa que é a censura e sinta que ela está sempre presente, seja pelo poder político seja pelo económico, porque todos nós somos constrangidos no que dizemos e fazemos por uma qualquer força oculta que nos limita a nossa liberdade - e ver as cenas dos beijos, tão inócuas e tão pouco censuráveis aos nossos olhos, é extremamente comovente", recorda.

Sublinha, ainda, a importância do silêncio nesta película do fim da década de 80. "É uma cena enorme e que se aguenta sem uma única palavra. Tem apenas uma ideia base, um senhor para lá da meia idade e emocionado com aquele presente que o velho projecionista lhe deixou, é um filme muito bonito", insiste.


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