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Pedrógão

A praia onde se criam elos que se tornam eternos

por Nuno Pinto Martins, com base nas declarações de Ana Catarina  

A praia onde se criam elos que se tornam eternos
Fotografia © Global Imagens/Nuno Pinto Fernandes

A atriz Ana Catarina só tem boas recordações dos verões em família na zona de Leiria. Da vez em que se perdeu aos escaldões, recorda com um sorriso o que ali viveu em criança

"A Praia de Pedrogão, no concelho de Leiria, é a praia da minha infância. Tinha eu 4 anos quando o meu pai foi destacado para ir trabalhar para a zona de Leiria. Aquela era a praia que ficava mais perto de casa, e era a única estância balnear no concelho. Era uma zona extremamente saudável, tinha uma concentração enorme de iodo, porque se tratava de uma área rochosa e tinha um pinhal que a circundava.

As recordações que tenho daquela praia são todas em família. Para além dos meus pais e irmãos, os meus primos (tenho nove tias da parte da minha mãe e uns 15 primos!) iam lá com frequência nos meses de verão e passavam férias connosco. Eram verões animadíssimos, o meu pai era uma pessoa extremamente animada e tínhamos imensas atividades, desde peddy papers da praia ao pinhal, piqueniques todo o santo dia e sempre uma sessão de corrida diária. O meu pai jogava râguebi e punha-nos a fazer desporto à beira da água. No fundo eram férias desportivas. Apesar de estar em família, hoje sei que a minha programação de férias era a mesma de uma colónia de férias, extremamente diversificada e completa.

Quanto a episódios engraçados que lá passei, houve uma vez em que me perdi a jogar às escondidas, porque o areal é grande. Lembro-me de ter chorado baba e ranho, acabei por ir ter a um quiosque onde estava um senhor que vendia gelados e fiquei lá uma série de horas até o meu pai me descobrir. Quando ele chegou, elogiou-me por ter ido para um sítio com pessoas e não ter saído de lá. Também foi aí que apanhei um ou outro escaldão, que me serviram de lição até hoje. Fugia da minha mãe para não pôr creme, porque me sentia pegajosa e depois a areia pegava-se toda à pele. Hoje em dia ando sempre com protetor e já nem me ponho ao sol como punha.

A temperatura da água? Dizem que era fria, mas nós éramos crianças e para as crianças nunca está fria. Hoje, conhecendo as outras praias, reconheço que nas praias daquela zona o mar é mesmo bom, é forte. Nunca tive medo, era aventureira mas cuidadosa. Aprendi em Leiria a nadar, na praia nesta altura já nadava e não tinha medo nenhum. Já adorava mar e continuo a adorar.

Aos 13 anos vim para Lisboa porque o meu pai foi destacado para lá e fomos todos com ele. Mas pelo menos até essa altura fui fazendo sempre férias na Praia de Pedrogão. Em adulta, nunca mais lá fui. Ainda me lembro de fazer uma despedida com os colegas da escola e foi um ciclo que se fechou. Não tenho saudosismo porque foi uma passagem minha, uma recordação da minha infância. Mas quando for lá vou com certeza com o meu filho Gabriel [de 5 anos] e vou-me lembrar de coisas que passei lá.


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