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Costa de Caparica

Na última década turistas e mar só deram 'banhadas'

 

Na última década turistas e mar só deram 'banhadas'
Fotografia © António Simões/Global Imagens

A zona sofre de dois problemas: um físico, com a erosão da costa, a destruição das dunas e as alterações climáticas, que levaram ao aumento do nível médio do mar; e um outro, de natureza social.

No café A Morgadinha, um dos muitos ilegais à beira da estrada principal paralela às praias da Costa de Caparica, Almada, já só é preciso um empregado. Fátima Cunha, com 46 anos, é a atual colaboradora e lembra-se do tempo em que "quatro pessoas não davam conta do recado". Hoje são cada vez menos os portugueses que ali param e a falta de turismo está a encarregar-se de fechar os espaços comerciais, fruto de ocupação clandestina nos anos 70. "Assim, não nos vamos manter abertos muito mais tempo. Como vê, estamos às moscas."

Para quem conhece bem a Costa de Caparica existem dois problemas crónicos na base desta alteração: o oceano Atlântico nunca a respeitou e o homem também não. "Como zona geologicamente recente, teve até há poucos anos um sistema dunar muito intenso, o que fazia com que os limites do mar nunca fossem fixos. E só com o maremoto de 1755 - que atingiu a cidade de Lisboa - é que aquele local ganhou a configuração atual", explicou João Joanaz de Melo, presidente da organização ambientalista Geota e docente universitário. Mas nem assim a Costa alcançou a estabilidade. O excesso de construção em cima das dunas, os edifícios colados às arribas fósseis e as barracas vieram complicar ainda mais a existência desta cidade.

"Hoje a Costa é vista com um subúrbio, aliás um mau subúrbio, onde as pessoas que vêm à praia vão logo de seguida embora", explicou ao DN o mesmo especialista.

Para resolver todos estes problemas, o programa Costa Polis definiu sete espaços de intervenção obrigatória, cuja remodelação deveria estar concluída em Dezembro de 2006. Hoje ainda só foram executados dois desses planos: o da demolição dos bares e construção da ciclovia nas praias urbanas e as obras na mata de Santo António, outrora um abrigo para muitas famílias.

O novo paredão, que vai do parque urbano de Santo António até ao centro, foi outra das obras feitas para suster a força do mar, mas com fundos do Instituto da Água (Inag). "O avanço das águas é assustador não por ser anormal na história desta região, mas porque hoje, ao contrário do que acontecia há muitos anos, há aqui muita urbanização", adianta Joanaz de Melo.


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