Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


Gente Que Conta com Paulo Portas

"Se fosse hoje adiaria a compra dos submarinos"

por JOÃO MARCELINO  

Gostava que os submarinos não estivessem hoje a pesar nas contas do Estado? Se pudesse voltar atrás, teria decidido comprar?

Ainda bem que me pergunta isso. Primeiro ponto: a decisão de adquirir capacidade submarina para Portugal foi tomada em 1998 por um governo de que era primeiro-ministro António Guterres e em que José Sócrates estava sentado no conselho de ministros, que publicou uma resolução mandando o Estado português comprar quatro submarinos.

Conhecemos a história.

Espere aí, a história tem de ser bem contada! Segundo ponto: todos os países oceânicos e marítimos da Europa, sem excepção, têm capacidade submarina. Por alguma razão será!

Portanto, está à vontade com a decisão que tomou?

Com certeza! Até por uma razão que já vou acrescentar-lhe, nós reduzimos de três - com opção para quatro - para dois submarinos, que eram aqueles que era possível. Numa altura, e chamo a sua atenção para isto, e essa é que é a grande diferença entre mim e o senhor primeiro-ministro: quando nós tomámos essa decisão, a dívida pública portuguesa era 59% do produto, ou seja, abaixo dos limites do Tratado de Maastricht. Hoje, a dívida pública portuguesa está trinta pontos acima dos limites do Tratado de Maastricht, apenas cinco anos depois.

Mas, para além da racionalidade da compra dos submarinos ou não, põe-se também a questão da transparência do processo. O que é que tem a dizer sobre isso?

Tenho a dizer absolutamente nada, pela simples circunstância de que nunca ninguém me perguntou nada. Como há-de imaginar, não posso comentar o que não me perguntam, se respeitar o Estado de direito. Agora, há uma outra coisa que é preciso dizer: é que enquanto eu digo, e disse-o desde sempre, se eu tivesse uma dívida pública de 90% do produto, que é a que nós temos hoje, ainda assim adiava. Não apenas reduzia a capacidade submarina de quatro para dois como adiava a aquisição. Nós temos um primeiro-ministro que com uma dívida pública de 90% do produto continua a querer fazer o TGV, que custa 15 submarinos, é a nova unidade de conta agora em voga. Sabe qual é a diferença? É exactamente esta a diferença, de realismo, ou seja, nós, quando tínhamos uma dívida pública de 59%, dentro dos limites, reduzimos a aquisição de quatro para dois!

Está percebido que se tivesse de tomar a decisão hoje adiava a compra desses submarinos...


Ler Artigo Completo(Pág.1/2) Página seguinte
Patrocínio
 
6633Visualizações
27Impressões
6Comentários
5Envios
Ferramentas

Enviar por EmailEnviar por EmailPartilharPartilhar
ImprimirImprimir
Aumentar TextoAumentar TextoDiminuir TextoDiminuir Texto

FERRAMENTAS
 
  • Enviar por EmailEnviar
  • PartilharPartilhar
  • ImprimirImprimir
  • Comentar este ArtigoComentar este Artigo
  • Aumentar TextoAumentar Texto
  • Diminuir TextoDiminuir Texto
 
PARTILHAR NOTíCIA
 
RELACIONADO
 
TAGS
 
Comentar

Caracteres disponíveis: 750

Receber alerta de resposta Aparecer como Anónimo
Lembrar dados pessoais
  • Comentar

Nota: Os comentários deste site são publicados sem edição prévia e são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Consulte a Conduta do Utilizador, prevista nos Termos de Uso e Política de Privacidade. O DN reserva-se ao direito de apagar os comentários que não cumpram estas regras. Receber alerta de resposta - será enviado um alerta para o seu e-mail sempre que houver uma resposta ao seu comentário. Aparecer como anónimo - os dados (nome e-mail) são ocultados. Os comentários podem demorar alguns segundos para ficarem disponíveis no site.

Se tem conta, faça Login

Email

Password

Legenda

Utilizador RegistadoUtilizador Registado    Utilizador Não RegistadoUtilizador Não Registado





PUB

Especiais

Recuar
Avançar
BT Edições Multimédia
Epaper
Ocasião/Zaask - Destaque 300x100 DN



PUBLICIDADE

sondagem

Inquérito DN

Pensa que Jorge Jesus devia entrar na lista para o prémio de Melhor Treinador do Mundo?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados



DN

Epaper

Epaper