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Setúbal

Hotel vai à praça por oito milhões para pagar dívidas

por ROBERTO DORES, Setúbal  

Hotel vai à praça por oito milhões para pagar dívidas

Promotor tinha dívida de 5,6 milhões de euros à construtora. Agora, hotel é vendido.

O Hotel Bonfim, em Setúbal, fechou para obras em 2006. A intervenção deixou este quatro estrelas, situado no centro da cidade, como novo, prometendo ser o valor acrescentado da rede hoteleira sadina. A reabertura, com o novo nome de Hotel Riviera, chegou a ser anunciada para Abril de 2007. Mas os anos passaram e a renovada unidade manteve-se fechada. O promotor tinha uma dívida de 5,6 milhões de euros à construtora. Até que uma placa foi agora colocada em frente à fachada do edifício anunciando a venda judicial.

Segundo os editais já publicados na página da Internet do Ministério da Justiça e na imprensa, a hasta pública está agendada para dia 27, através de propostas em carta fechada, a partir das 14.00 no Tribunal Judicial de Setúbal. O valor base de venda é de oito milhões de euros, mas são aceites propostas a partir de 5,635 milhões.

O presidente do Conselho Executivo da empresa Casais (a construtora), António Rodrigues, confirmou ao DN ser este o valor em dívida acumulado pelo promotor Hotel Bonfim - Sociedade de Exploração Turística, dada a "incapacidade definitiva de suportar os custos com o investimento efectuado nas obras daquele empreendimento".

O leilão integra o edifício do Hotel Riviera, na Avenida Alexandre Herculano, bem como um prédio com loja e primeiro andar na Travessa do Bonfim e ainda todos os móveis e equipamentos instalados no hotel. Todos os bens que vão à praça estão "em estado novo", segundo garantiu António Rodrigues, alertando ainda que o hotel já possui licença de utilização emitida pela autarquia de Setúbal, "encontrando-se pronto a entrar em funcionamento".

Isto porque, apesar do avolumar da dívida, as obras de remodelação foram concluídas, sendo que o valor total da intervenção não foi revelado pelo administrador da Casais, por alegada questão de "não ingerência nos assuntos internos da sociedade devedora".


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