por AMADEU ARAÚJO, VISEU
David Saldanha confessa homicídio da namorada. Defesa pediu perícias psicológicas ao jovem de 22 anos.
"Peguei na marreta para a assustar. Ela virou-se para cima de mim e eu explodi." Foi com este desabafo que David Saldanha, o estudante que ontem começou a ser julgado por homicídio qualificado da namorada, Joana Fulgêncio, confessou o crime perante o Tribunal de Viseu. A acusação aposta na tese da premeditação enquanto a defesa joga nos problemas psiquiátricos do arguido.
Durante a sessão, a mãe da vítima, que depôs envergando uma T-shirt em que pedia "pena máxima para o assassino" da filha, tentou agredir o homicida confesso com o pé do microfone num momento de grande agitação na sala de audiências.
O namoro de cinco anos entre Joana Fulgêncio e David Saldanha terminou à marretada. A 13 de Novembro de 2009 discutiram "fortemente" e a 17 saíram para "mais uma vez se reconciliarem", contou o arguido. O encontro "ocorreu num pinhal, em Teivas, onde íamos para fazer amor", testemunhou David. O casal discutiu muito. "A Joana estava muito nervosa e saiu do carro. Eu fui buscar a marreta para a assustar, porque ela não parava com aquilo. Cruzou as mãos, virou-me as costas e eu explodi para cima dela", disse David, perante o tribunal, a chorar.
No seu depoimento, o jovem de 22 anos mostrou-se muito calmo. David reconheceu perante o colectivo não ser violento mas ter "momentos em que explode". E disse, a dada altura: "Eu não queria fazer aquilo, foi um impulso." Depois contou que arrastou o corpo da namorada "para dentro do carro" e, como "não suportava olhar para ela", tapou-a com um saco de plástico. "Até que fui dar comigo na Barragem de Fagilde...", referiu.
A mãe de Joana, Paula Fulgêncio, enfrentou várias vezes olhos nos olhos o arguido. Quando falou, disse que não esperava "este desfecho" numa relação que "não aprovava mas tolerava" por querer ver a filha "feliz". Foi no final deste depoimento que tentou agredir David com o pé do microfone do tribunal. A confusão foi aproveitada por um primo da vítima que saltou as cadeiras para agredir o jovem. Apesar de toda a agitação que se gerou na sala, o arguido ficou imperturbável. Não mexeu um músculo enquanto a PSP tentava controlar os ânimos e na sala se ouviam gritos - "Assassino, assassino" - e impropérios vários.
ricardo
fds já viram bem a tromba do gaijo ...
há 619 dias, 6 horas e 46 minutos
Anónimo
Qualquer pena aplicada será sempre ...
há 619 dias, 14 horas e 27 minutos
jm
com a cultura e educacao k se ...
há 620 dias, 8 horas e 44 minutos
quem diz que advogados de criminosos ...
há 621 dias e 47 minutos
jocas
Eu não conheci nenhum dos dois, ...
há 621 dias e 52 minutos
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