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Medo

Estrangeiros desesperados com violência no Algarve

por JOSÉ MANUEL OLIVEIRA  

Casas de estrangeiros têm sido alvo de assaltos violentos
Casas de estrangeiros têm sido alvo de assaltos violentos

Vítimas de crimes já enviaram alertas a desaconselhar a compra de casas na região.

A crescente vaga de assaltos violentos com sequestros a cidadãos estrangeiros, na sua maioria ingleses, residentes sobretudo em zonas isoladas do Algarve, já levou alguns deles a escrever aos governos dos respectivos países para aconselhar as pessoas "a não comprarem casa" nesta região. Segundo apurou o DN, o alerta para a situação foi enviado, nomeadamente aos governos de Inglaterra, da Alemanha e Dinamarca.

O terror vivido por um casal britânico e os seus dois filhos, de 12 e 13 anos, assaltados na sua vivenda por quatro homens encapuzados, no sábado, cerca das 19.30, no sítio do Sobradinho, concelho de Loulé, quando se preparavam para jantar, tendo ficado sem dinheiro, cartões de crédito, peças de ouro e telemóveis, entre outros bens, contribuiu para agravar o drama da comunidade estrangeira radicada na região.

Muitos deles preferiram, nos últimos tempos, colocar as casas à venda e voltar aos seus países antes que sejam "a próxima vítima", e outros preparam-se para seguir o exemplo. "Tenho medo que me aconteça o mesmo que sucedeu a outros casais, quando foram agredidos e roubados nas suas moradias. Por isso, estou a insistir com o meu marido para abandonarmos Portugal", disse uma britânica residente em Loulé.

Embora se congratule com o recente reforço de militares da GNR naquele concelho, num total de cerca de 20 elementos, o presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, defende, ao DN, "a instalação de botões de alarme no interior das moradias, com ligação a uma central, a exemplo do que existe no apoio aos idosos, que sofrem de problemas de saúde".

A maior parte dos estrangeiros, porém, ainda considera que se pode viver em segurança no Algarve. "Há mais perigo na África do Sul, em Espanha, França e Inglaterra. Portugal, apesar de tudo, é seguro, embora esteja a seguir o caminho de outros países", considerou ao DN Brian Smith, sul-africano, de 40 anos e que vive há mais de uma década na zona de Ferragudo, Lagoa. "Antigamente, quando saíamos de casa deixávamos as portas abertas. Agora, é impensável", observou Brian, que até agora não foi vítima de assalto. Por outro lado, entende ser necessário o reforço da segurança nas moradias, sobretudo as mais isoladas.


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