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Jóias da coroa furtadas frente à janela de seguranças

por LICÍNIO LIMA  

"Gravíssimas" falhas de segurança, "próprias de amadores", facilitaram o furto das jóias da coroa portuguesa avaliadas em mais de seis milhões de euros que haviam sido emprestadas ao Museu Municipal de Haia, na Holanda, em Dezembro de 2002.

As autoridades holandesas já encerraram a investigação sem qualquer conclusão sobre os autores do crime, nem sobre o destino das seis relíquias furtadas que faziam parte do acervo do museu do Palácio Nacional da Ajuda. Mas, para a Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, muitas perguntas ficaram por responder. Para penetrar no espaço da exposição, por exemplo, os assaltantes tiveram de partir o vidro de uma janela situada em frente do gabinete dos seguranças, que operavam 24 horas por dia. Ninguém deu pela intrusão e nenhuma das sete câmaras de videovigilância captou imagens, nem do assalto nem dos assaltantes. Como foi possível? O Estado português foi indemnizado em 6,13 milhões de euros, mas terá de devolver o dinheiro se as peças algum dia forem recuperadas.

Os pormenores do furto, registado entre as 03.30 e as 04.15 da madrugada de 2 de Dezembro de 2002, foram revelados quinta-feira na Escola Superior da PJ, em Loures, no contexto da iniciativa "Às quintas na quinta" , promovida pela directora do museu daquela policia, Leonor Sá. As explicações foram do coordenador João Oliveira, que, à medida que esmiuçava o caso, mais fazia perceber que o Museon do município de Haia poucos cuidados terá tido com a segurança da exposição.

O edifício do museu é constituído por dois pavilhões unidos por uma estrutura envidraçada junto à qual se encontra a casa dos seguranças. Os assaltantes entraram para o pavilhão onde decorria a exposição através de uma janela, cortando o vidro com um aparelho. Essa janela é perfeitamente visível do local onde se encontravam os seguranças. Seriam dois. Estariam a dormir? No exterior do edifício existem três câmaras de videovigilância. Curiosamente, todas estão voltadas para o outro pavilhão, onde nada estava a acontecer. No interior do pavilhão da exposição foi erguida uma estrutura de madeira, frágil, a imitar uma caixa-forte, destinada só às jóias, com uma porta de entrada e outra de saída. Para além das 15 peças emprestadas por Portugal, havia ali outras das coroas holandesa, francesa e inglesa.

Todas as jóias estavam distribuídas por 28 expositores, estando cada um deles munido de um alarme que, se accionado, emanava luz e som. Nessa caixa-forte havia também quatro câmaras de videovigilância.


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