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Partido Socialista

"Um, dois, três, maioria outra vez"

por JOÃO PEDRO HENRIQUES, PAULO FAUSTINO  

"Um, dois, três, maioria outra vez"

Sócrates começou ontem mais um dia de campanha do PS a desmentir categoricamente qualquer espécie de "pacto secreto" com Bloco de Esquerda. E pelo argumento da "asfixia democrática" o PS exige desculpas do PSD

O slogan surgiu ontem, pela primeira vez na campanha socialista, num comício em Viseu, que encheu o Pavilhão do Inatel: "Um, dois, três, maioria outra vez", gritaram os "jotas" do PS, enquanto discursava o cabeça de lista pelo círculo. José Junqueiro aproveitou a oportunidade para exigir a Manuela Ferreira Leite e a Paulo Rangel que peçam desculpas ao PS e a Sócrates pelo argumentário da "asfixia democrática". Porque "com o que passou ontem [anteontem, com a demissão do assessor de imprensa do PR, Fernando Lima] perderam tema de campanha". Um comício que voltou a ter como orador o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que já tinha falado no Porto, e que mais uma vez atacou a "cegueira ideológica" do BE.

Sócrates teve ontem um dos dias mais leves de campanha. Só três pontos na agenda. Duas acções de rua ao final da tarde (a primeira na Guarda, terra do PS, a segunda em Mangualde, do PSD) e um comício em Viseu, à noite, onde mais uma vez a "casa" (o Pavilhão do Inatel) encheu. O líder socialista aproveitou a oportunidade para, suscitando grandes aplausos da plateia, prometer a construção da nova auto-estrada Coimbra-Viseu. E repetiu que o PS é "uma referência de estabilidade, confiança e responsabilidade".

Mais uma vez o entusiasmo roçou a histeria. Na Guarda, o líder socialista disse que não tinha "o mínimo de fundamento ou veracidade" a denúncia, por Morais Sarmento (PSD), de uma "espécie de acordo secreto" entre o PS e o BE para entendimentos pós-eleitorais. "Seria ridículo, se não fosse trágico"; considerou Sócrates, comentando este novo argumento 'laranja'.

Na Guarda, Francisco Assis trouxe para a campanha uma comparação que se esperava que surgisse mais tarde ou mais cedo. Recordou a campanha Freitas do Amaral/Mário Soares para a Presidência da República, que o fundador do PS venceu. "Desde 1985 que não foi tão importante como hoje fazer um apelo à concentração de votos no PS." Com Manuela Ferreira Leite não se ficou pelas meias palavras: "A direita mais reaccionária dos últimos anos."

Mais tarde, em Mangualde, juntou-se- à campanha do PS outro histórico do PS, António Campos (ex-braço direito de Mário Soares). E Sócrates, como habitualmente, sublinhou a "unidade" do partido". "A grande aspiração que tinha e tenho é estar à altura desta grande geração de socialistas." Mostrou-se também satisfeito com a adesão popular à arruada: "Significa que o PS está a crescer, a crescer!"


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