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Gonçalo Amaral acusado de torturar padrasto de Joana

por JOSÉ MANUEL OLIVEIRA  

O ex-coordenador da Polícia Judiciária (PJ) Gonçalo Amaral, já aposentado, foi acusado pelo Ministério Público de Faro pela prática de um crime de tortura em co-autoria a Leandro Silva, companheiro de Leonor Cipriano, mãe de Joana. O advogado do queixoso vai pedir uma indemnização de um milhão de euros.

De acordo com a acusação, que se baseou em documentos do Hospital do Barlavento, em Portimão, onde o queixoso foi assistido (além de vários depoimentos), no dia 13 de Outubro desse ano, Gonçalo Amaral agarrou no pescoço de Leandro Silva, padrasto da criança desaparecida, tendo-lhe desferido "vários socos no abdómen e bofetadas na face" enquanto pedia para lhe indicar onde estava a Joana. Tudo terá acontecido nas instalações da PJ em Faro.

Depois de ter iniciado o inquérito, em Outubro de 2008, o Ministério Público refere que o queixoso sofreu, na altura, várias lesões, designadamente "contusão na grelha costal", o que impediu de trabalhar durante cinco dias. Com base na acusação, o ex-coordenador da PJ incorre numa pena de um ano a cinco anos de prisão. Contudo, o advogado Marcos Aragão Correia, representante de Leandro Silva, vai pedir, como referiu ao DN, que seja considerada a existência de "crime de tortura grave", podendo nesse caso Gonçalo Amaral ter de cumprir de três a doze anos de cadeia.

Recorde-se que o antigo coordenador da Judiciária foi condenado, no dia 22 de Maio pelo Tribunal de Faro, a um ano e meio de prisão, com pena suspensa, por falso testemunho durante a investigação do caso Joana, que ele próprio liderou, em relação a tortura a Leonor Cipriano (que cumpre 16 anos de prisão por homicídio e ocultação do corpo da sua filha Joana).

O advogado Marcos Aragão Correia vai exigir 500 mil euros de indemnização a Gonçalo Amaral por "ofensas", após o ex-inspector ter pedido ao Tribunal de Faro o seu "internamento." A esse pedido de indemnização junta-se um outro no mesmo valor para compensar o padrasto de Joana por "tortura", "difamação" e "falsas declarações" durante a investigação sobre o desaparecimento da enteada.


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