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Seixal

MP acusa 20 pessoas no caso das masmorras privadas

por CARLOS RODRIGUES LIMA  

Uma banhada num negócio de droga acabou com cinco pessoas encarceradas em celas  privadas, onde foram agredidas e guardadas por cães 'pitbull'. O Ministério Público do Seixal concluiu  a investigação. Acusados respondem por crimes de rapto, tráfico de droga e posse de arma proibida.

No submundo do crime, era conhecido como o "Bunker do Iodjone". Celas privadas, construídas numa cave da urbanização de Vale de Chícharos, conhecido como Bairro da Jamaica. Foi para lá que cinco pessoas foram levadas, em 2006, após mais um episódio de uma banhada no negócio do tráfico de droga. O Ministério Públi- co do Seixal concluiu a investigação, acusando 20 pessoas de rapto, tráfico de droga e posse de arma ilegal.

Era mais uma normal transacção para o "Branquela" e o "Tom-my". Com a ajuda de amigos, reuniram uma verba entre 250 e 300 mil euros para comprar droga. Tudo estava garantido: o dinheiro e o contacto que iria vender o produto. O ponto de encontro foi no centro comercial Oeiras Park. À espera dos dois estava Olavo, o intermediário do negócio, a quem foi entregue o dinheiro. Este dirigiu- -se então à Loja 10, um café em Alcântara, propriedade, segundo o MP, de um cidadão romeno conhecido como "o Turco". Aqui, Olavo negociou a compra de droga com outro cidadão romeno, Marian Butcaru, entregando-lhe o dinheiro.

Marian abandonou o local, supostamente para ir buscar o produto, mas as horas passavam e o romeno não dava sinais de vida. Em Oeiras, os membros do grupo do Bairro da Jamaica desesperavam. Foi então feito um contacto com outro indivíduo, Aníbal Mesquita, o "Nini", que se encontrava preso em Pinheiro da Cruz em regime aberto virado para o exterior.

Este indicou a possível localização de Olavo. O grupo do Bairro da Jamaica reuniu os seus membros e fez-se ao caminho. "Encontravam-se munidos de armas de fogo de vários tipos e calibres - caçadeiras de canos serrados, revólveres, pistolas e, pelo menos, uma pistola metralhadora", descreve o MP no despacho de acusação a que o DN teve acesso.

"Confrontados com a impossibilidade de Olavo", continua o MP, devolver o dinheiro, os agressores encaminharam cinco pessoas para os carros estacionados à porta do café. Entre eles, Nélson, um indivíduo apanhado no meio dos acontecimentos, já que apenas se deslocou ao café para falar com Olavo.


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