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Segurança

Trezentos seguranças privados vão ter 'shotguns'

por VALENTINA MARCELINO  

Contra a opinião das polícias - PJ, GNR e PSP -, o Governo incluiu na nova Lei das Armas a autorização para os seguranças privados usarem armas de fogo na actividade profissional.

A nova Lei das Armas, que entra em vigor no próximo dia 6 de Junho, permite uma revolução na segurança portuguesa: as empresas de segurança privada vão poder distribuir armas de fogo aos seus elementos. Uma primeira estimativa aponta para que cerca de 300 seguranças passem a estar armados com shotguns.

Esta abertura por parte do Governo mereceu a oposição de todas as polícias representadas no Conselho de Segurança Privada (CSP). Polícia Judiciária, GNR e PSP argumentaram contra esta possibilidade, alegando que potenciava a violência e o risco de perdas de vidas humanas. "Não é oportuno face ao actual contexto da criminalidade no nosso país", foi dito.

Mas as razões das organizações de segurança privada falaram mais alto. Em apenas quatro linhas, introduzidas com discrição q.b. na nova legislação, é eliminada a exclusividade histórica do uso e porte de arma pelas polícias e militares.

Oficialmente nenhuma das forças de segurança que se pronunciou sobre o assunto no CSP quis comentar, mas um enorme mal-estar está instalado. "Foi tudo feito com o maior subtileza", contou ao DN um alto quadro de segurança pública, "nunca usando o termo segurança privada para não chamar a atenção, mas apenas um vago 'actividades profissionais que exijam o uso e posse de arma', o legislador deixou na lei uma porta para essa pretensão da segurança privada. Mas pode ter aberto uma 'Caixa de Pandora'."

O presidente da Associação de Empresas de Segurança Privada (AESP), Angelo Correia, está satisfeito com a conquista e está convicto de que "os profissionais de seguranças privada e os valores ficarão muito melhor protegidos". O ex-ministro da Administração Interna avançou ao DN que as armas escolhidas são as shotgun, um equipamento apenas usado em circunstâncias muitos especiais pelas unidades de elite das policias, como o Grupo de Operações Especiais da PSP.


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