por LICÍNIO LIMA
Uma frigideira cheia de óleo incendiou-se ontem na cozinha do hospital, obrigando a retirar cem doentes de três pisos. "Estava ao lado do meu filho e vejo um senhor a gritar 'fujam, fujam", conta Olga, de 73 anos.
Foi maior o susto que o perigo vivido ontem pelos doentes do Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa. Eram cerca das 19.00, altura de se fazerem os jantares, quando, de repente, se incendiou uma frigideira cheia de óleo a ferver. As chamas foram rapidamente controladas, mas a enorme onda de fumo que se formou começou a invadir o edifício, obrigando à retirada de cerca de cem doentes em três pisos. O pânico instalou-se durante horas, sobretudo entre os familiares que estavam de visita.
Os bombeiros foram accionados por volta das 19.40, deslocando para o local seis carros de socorro e cerca de 30 elemen- tos. Também o INEM se apresentou com várias viaturas. O alerta era de incêndio e o aparato enorme. Mas, a maior ameaça era o fumo, que começou a entranhar-se, sobretudo em três pisos. A probabilidade de os doentes serem atingidos com problemas respiratórios era por demais evidente.
Neste cenário, os bombeiros e todo o pessoal disponível do hospital juntaram esforços para, no mais curto espaço de tempo, retirar todos os que se encontravam nas zonas afectadas pelo fumo.
A pouco e pouco foram surgindo os primeiros evacuados com máscaras de protecção e embrulhados em cobertores. A maioria foi dirigida para a cafetaria onde foi improvisada uma enfermaria de emergência. Uns vinham pelo seu próprio pé, outros, em cadeiras de rodas e alguns, ainda, em macas.
Apesar de a situação estar controlada, e de a evacuação estar a acontecer de uma forma bem organizada, cumprindo-se todas as regras, o pânico era visível sobretudo entre os familiares dos doentes. Foram obrigados a manter-se no exterior do hospital separados por um cordão de segurança formado por elementos do Corpo de Intervenção da PSP.
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