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Pesca ilegal de amêijoa no Tejo acabou a tiro

por ROBERTO DORES,  

Pesca ilegal de amêijoa no Tejo acabou a tiro

A madrugada foi agitada no Tejo, à entrada da barra do porto de Lisboa. A Polícia Marítima disparou para o ar e para a água para intimidar os ocupantes de nove barcos que apanhavam amêijoa no rio. As embarcações não estavam licenciadas para a captura de bivalves em águas interiores, segundo revelou ao DN fonte policial. Os próprios profissionais admitem que a licença apenas contempla a pesca em águas oceânicas, mas alertam que a situação actual é de "desespero e de sobrevivência", porque nesta época só há amêijoa nas águas interiores.

Segundo o relato dos pescadores da Trafaria (Almada) que saíram para o Tejo, eram cerca das 03.00 quando a Polícia Marítima (PM) os surpreendeu com "tiros para o ar e para a água." Pedro Gomes, proprietário de uma das embarcações, garantiu ao DN que os profissionais pretendiam apenas conversar com as autoridades. Contudo, a polícia acabaria por multar to- dos os barcos, tendo apreendido um deles, que procurou fugir quando se encontrava à pesca à entrada do barra do porto de Lisboa e avistou a polícia.

A PM refere que os disparos partiram de armamento antidistúrbio para intimidar os 60 pescadores, que terão injuriado e agredido as autoridades, tentando abalroar os três botes policiais. Dois deles foram rasgados com facas e ferros. Além de não possuírem licença, a autoridade marítima alega que as embarcações actuavam sem luzes e que pescavam à ganchora [apanha de amêijoa por arrasto no leito do rio] justamente no canal de navegação de acesso ao porto de Lisboa, colocando em risco outros barcos.

"Eles mandaram- -nos parar logo aos tiros e não nos deram hipótese de dialogar", explicou Pedro Gomes, alertando que a apanha da amêijoa - tradicional na Trafaria - é o ganha-pão de muitos pescadores em tempo de crise. "O problema é que a PM não nos deixa trabalhar, numa altura de crise em que não temos como alimentar as famílias", refere Paulo Isidoro.


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