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Tabus

por Dario F. Ruivo, Seixal (darioruivo@gmail.com)  

No Sábado passado, foi publicada num jornal semanário, uma entrevista a Pedro Sánchez, Secretário-Geral do PSOE, onde este falou abertamente de assuntos, que são claramente tabu em Portugal. A começar pela Federalização da Europa, que diz ser uma forma de entender a política, contrabalançá-la. Diz que os Deputados Europeus do PSOE, votaram contra a eleição de Juncker, porque não é bom haver grandes coligações na Europa, mas sim espaço para pactos e consensos, e que como a direita rompeu o consenso que se tinha forjado sobre a construção do Estado Social, não podia pactuar com isso. Diz também que a credibilidade tem a ver com a luta contra a corrupção, e que em 100 dias como Secretário-geral, expulsou pessoas importantes do partido por não terem tido comportamentos exemplares, e acrescenta que, a transparência não é uma moda, é preciso prevenir e não remediar. Por isso, na página do PSOE, podem-se encontrar os registos de interesses de todos os membros da direção, as contas do partido dos últimos anos e a execução orçamental deste ano. Diz ainda que propôs 4 pactos ao Governo, nomeadamente para a revisão constitucional, para o sistema de educação, para a energia e para a autonomia, e continua afirmando que, se o Governo os quiser assinar antes das eleições, não tem qualquer problema. Diz que a política é a dialética entre a esquerda e a direita, mas a finalidade é de beneficiar os cidadãos, e que para isso, existe a necessidade de se chegar a acordos sobre questões centrais que transcendem o horizonte de uma legislatura, e que sejam essenciais para o futuro de um país. Por último, propõe ainda uma revisão profunda à Constituição. As eleições legislativas em Espanha serão apenas um mês depois das nossas, é por isso curioso observar as diferenças na Ibéria. É assim que se define um líder, alguém que traça um novo caminho, e não alguém que percorre o caminho mais seguro que existe, pois esse vai dar ao mesmo lugar de sempre.


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