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Treinador de bancada

por José Baptista Roque, jbrgenesis@gmail.com  

Portugal parece ter encontrado um novo tema para treinadores de bancada: a Grécia. Eu passo a ser um deles, obviamente. Provavelmente, até irá pegar a moda dos "desgravatados" na política, prática que se poderá estender às empresas, aos serviços públicos e por aí adiante. Casual Alexis, "tá-se" bem!

Mas o que mais impressiona, do lado daqueles que se colocam literalmente do lado do atual governo Grego, é acreditarem que é possível salvar aquele país com uma sucessão de almoços grátis. E que a moda até se poderá estender a Portugal, exaurido de tanta austeridade - como os gregos, claro está - mas em menor dose, felizmente para nós.

Há por cá até quem aposte as fichas todas numa mudança de vento vindo do mar jónio, e que o novo primeiro-ministro de Portugal (a partir das próximas legislativas) será o líder do PS que, contrariamente à expetativa de muitos, não tem conseguido fazer mais ou melhor do que Seguro fez enquanto deputado e secretário-geral do partido. Aliás, a bancada do PS "liderada" por Ferro Rodrigues, diga-se o que se disser, não melhorou em nada com esta recente mudança apesar do espetacular congresso que meteu cante alentejano e Maria do Céu Guerra. Foi bonito, é verdade, e sentido, mas insuficiente para chegar ao governo e fazer melhor. É preciso mais, explicar as soluções que substituam a austeridade que ninguém gosta nem cá nem na Grécia. Onde é que elas estão, afinal?

Um dos maiores entusiastas da mudança na política helénica foi o fundador do PS. Este encontra-se em grande forma, escreve bem, merece o respeito de muita gente e merecidamente, mas já não se recorda dos pactos que fez com o FMI nos anos setenta e oitenta. Dos aumentos de impostos que implementou e cortes inclusivamente nos subsídios de Natal. Não havia alternativa, pois não? Claro que não havia.

Todos gostaríamos que a Grécia se salvasse, que a Europa se mantenha unida, que os países periféricos se aproximem cada vez mais da convergência, mas as soluções tardam em aparecer porque os países do norte parecem desconfiar do comportamento enviesado dos do sul. Os próximos meses serão de expetativa, os olhos estão postos na Grécia e sente-se um temor em muita gente, em Bruxelas, no BCE, no FMI e não só. Na nossa coligação também.


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