Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


CARLOS DANIEL

O pecado da gula

por CARLOS DANIEL  

É mais forte que Jorge Jesus: quando se sente por cima, num jogo ou num campeonato, não resiste a forçar em exagero a nota ofensiva. Será um caso reiterado de arrogância táctica. Há dois anos estava a ganhar ao FC Porto em casa quando Aimar se lesionou. Poderia ter dado consistência ao meio campo mas lançou Rodrigo e passou a ter dois avançados puros no eixo. Perdeu por 3-2. Já este ano, estava a ganhar por 3-1 ao Sporting para a Taça e até a ameaçar goleada. Jogava com três médios puros quando um se lesionou (Amorim). Não resistiu a lançar Cavaleiro e a voltar ao sistema de risco, de quatro atacantes, agravado com o facto de ter trocado o melhor gestor de posse de que dispõe por um jogador propenso à perda de bola. Sofreu dois golos e a eliminatória só foi salva no prolongamento. Em Barcelos, a situação repetiu-se.

Ponto prévio: foi pouco valorizada a exibição do Benfica ante o Gil Vicente. A equipa encarnada está num óptimo momento, os jogadores apresentam uma condição física invejável (ganharam quase todos os duelos num terreno impróprio) e, mesmo com todas as vicissitudes, o resultado normal teria sido uma vitória da equipa da Luz. Ou seja, mesmo tendo o melhor plantel, de longe, a verdade é que Jesus voltou a pôr o Benfica a jogar bem e transformou-o de novo no candidato principal ao título. Só não resistiu, mais uma vez, ao pecado da gula.

Líder da prova e com o FC Porto derrotado na mesma tarde, o Benfica estava por cima no jogo quando fez o primeiro golo, mesmo com menos um homem em campo. Uma leitura realista - que Jesus já teve noutros jogos - recomendava que entrasse Amorim (ou André Gomes, se contasse), reequilibrando a equipa. Não entrou, e foi uma questão de poucos minutos até Cardozo ser chamado. O mal não foi lançar Cardozo com o jogo empatado - opção natural e totalmente justificável -, o problema é que Cardozo ia entrar mesmo em vantagem no marcador (e um homem a menos). Numa equipa que devia baixar linhas, gerir posse e aproveitar espaço, seria o jogador errado na hora errada. A rábula do penálti prova que o paraguaio usufrui de um estatuto que mais ninguém tem no plantel e Jesus deveria ter assumido logo que há uma hierarquia, sem responsabilizar os jogadores por uma decisão que só a ele compete. Que Cardozo tenha atirado e falhado é normal, é futebol.


Patrocínio
 
3765Visualizações
12Impressões
16Comentários
0Envios
Ferramentas

Enviar por EmailEnviar por EmailPartilharPartilhar
ImprimirImprimir
Aumentar TextoAumentar TextoDiminuir TextoDiminuir Texto

FERRAMENTAS
 
  • Enviar por EmailEnviar
  • PartilharPartilhar
  • ImprimirImprimir
  • Comentar este ArtigoComentar este Artigo
  • Aumentar TextoAumentar Texto
  • Diminuir TextoDiminuir Texto
 
PARTILHAR NOTíCIA
 

Os bens comuns da União Europeia

por António Covas, acovas@ualg.pt

O DN está aberto à participação dos leitores. Use o email jornalismodecidadao@dn.pt para publicar online os seus artigos, fotos ou videos. Publique os seus SMS usando o número 96 100 200

Ver mais


Ver Mais




PUB

NOTÍCIAS Mais VISTAS

Continente UVA D'OURO 2015 DN 300x100
Btn EdMultimedia - Geral



PUBLICIDADE

sondagem

Inquérito DN

Agora que Pedro Santana Lopes se afastou da corrida, quem pensa que seria melhor candidato presidencial da direita?

Marcelo Rebelo de Sousa
Rui Rio
Deveriam ambos candidatar-se
Votar  Ver Resultados



DN

Epaper

Epaper