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ADRIANO MOREIRA

As vinhas da ira

por ADRIANO MOREIRA  

As duas guerras mundiais, que devastaram a Europa numa escala desproporcionada, foram as duas seguidas de uma espécie de nova belle epoque, a preencher o intervalo entre calamidades.

Entre as mudanças sociais decorrentes da primeira, a libertação das mulheres aparece como um facto dos costumes e dos valores. Foi geralmente atribuída essa mudança às funções que inevitavelmente foram chamados a exercer, vista a mobilização dos homens pelos exércitos e urgência de mão de obra, e do aprender a fazer, na retaguarda.

As oficinas, o campo, a casa, os hospitais, e assim por diante, encheram-se de uma criatividade feminina que, para facilitar a movimentação, e como foi observado, cortaram o cabelo e encurtaram as saias. Uma nova atitude em relação às ascendentes que tinham sido viúvas de homens vivos que partiram para as tarefas do Estado nas lonjuras a descobrir, ou para onde o mercado de trabalho permitisse aos homens que emigraram que enviassem as remessas com que sustentavam a família que ficava e equilibravam a balança de pagamentos estaduais.

A crise de 1929, que antecedeu como anúncio a guerra seguinte, e que, como agora, teve causa relevante nos EUA, foi também caraterizada por uma explosão sem regra que não fosse a eficácia do enriquecimento especulativo.

A crise do comércio, o desemprego, o desespero, as tragédias, multiplicaram-se, com suicídios de grandes interventores no mercado. Foi neste ambiente que Steinbeck, agora lembrado, escreveu As Vinhas da Ira, e que John Maynard Keynes publicou a Teoria Geral. Felizmente para os EUA, o presidente Roosevelt, que evidentemente escutava os economistas, sabia que esta não dispensava, antes necessitava do estadista que, no caso, criou um conceito estratégico, o New Deal, assumido com essa natureza, porque, disse, tinha um encontro com um desafio de história (Barreau e Bigot).


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