por ADRIANO MOREIRA
A renúncia de Kofi Annan na diligência arbitral que assumiu no sentido de conseguir pelo menos tréguas no criminoso conflito da Síria parece dever advertir a comunidade internacional não apenas da grave intensidade do combate civil, mas também da crise anunciada do poder-dever de intervenção, e dos seus modelos.
A avaliação do aviso não afeta, antes enriquece, a atitude moral do intermediário frustrado, que não cuidou de qualquer erosão do seu prestígio ao assumir o risco-dever de tentativa, bem inscrita no seu passado de obreiro dos métodos de manutenção da paz.
Do que realmente se trata é da segurança e defesa a nível mundial, e da questão do saber se, designadamente pela dimensão da crise financeira dos Estados, o poder-dever de intervenção está a caminhar para a suspensão, agravando a verdadeira anarquia internacional em que já se vive, em vista da ignorância das identidades dos centros que governam a ganância dos poderes financeiros internacionais, e da gestão da casualidade dos conflitos armados por complexos militares-industriais que excedem a capacidade reguladora dos poderes políticos legalmente em exercício.
É lamentável, mas não pode ser omitido, que o fim, considerado auspicioso, da guerra fria tenha dado lugar a um novo período que já foi chamado (Etienne Durand) "época das intervenções". Uma época que se iniciou marcada pela autoridade assumida pela ONU no sentido de presidir à intervenção militar na defesa dos valores democráticos da Carta e exigindo recursos então disponíveis. Uma circunstância que talvez tenha contribuído para a ilusão de que a supremacia ocidental não tinha sido afetada pela guerra mundial de 1939-1945, e portanto fortalecendo até o sólido poder diretivo dos EUA.
Todas as análises admitem que, durante tal período, a superioridade técnica dessas redes políticas ocidentais podia taticamente antecipar os conflitos e estrategicamente reduzir à obediência da ordem os infratores. Não foi o que aconteceu, porque também neste domínio o consequencialismo ultrapassou frequentemente as hipóteses previsíveis, e o poder do fraco contra o forte manifestou capacidades eficazes e desanimadoras, designadamente aperfeiçoando o recurso à guerrilha e, sobretudo, ao terrorismo.
Iolanda Salas
1.Kofi Annan foi Enviado Especial ...
há 245 dias, 10 horas e 14 minutos
(cont.) Como tal, eles evidenciam ...
há 245 dias, 10 horas e 26 minutos
A Síria?
Um dos maiores papa-tachos da ...
há 246 dias, 5 horas e 21 minutos
J.Silva
A humanidade cada vez se afasta ...
há 246 dias, 7 horas e 9 minutos
vguerra
Se me der o seu mail,posso enviar- ...
há 246 dias, 12 horas e 39 minutos
por Carlos A. da Rosa Leal, Lisboa
O DN está aberto à participação dos leitores. Use o email jornalismodecidadao@dn.pt para publicar online os seus artigos, fotos ou videos. Publique os seus SMS usando o número 96 100 200
Nota: Os comentários deste site são publicados sem edição prévia e são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Consulte a Conduta do Utilizador, prevista nos Termos de Uso e Política de Privacidade. O DN reserva-se ao direito de apagar os comentários que não cumpram estas regras. Receber alerta de resposta - será enviado um alerta para o seu e-mail sempre que houver uma resposta ao seu comentário. Aparecer como anónimo - os dados (nome e-mail) são ocultados. Os comentários podem demorar alguns segundos para ficarem disponíveis no site.
Utilizador Registado Utilizador Não Registado
O direito à resistência
A sucessão de violentos ataques armados a agrupamentos de inocentes, sobretudo crianças, que se tem verificado nos EUA, por exemplo em 14 de dezembro de 2012, numa escola elementar, matando vinte e seis...
ADRIANO MOREIRA
O discurso do girassol
Lembrando Josué de Castro
O desamor europeu
Desafio ao desastre
Uma mensagem de futuro
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
"Espero que o Vitória ganhe a Taça de Portugal"
Detidos dois homens que degolaram militar na rua
Santos Pereira diz que "é fundamental baixar impostos"
Carlos Eduardo assina pelo FC Porto até 2017
Carvalhal diz que Leonardo Jardim "é boa aposta"
Partizan campeão, Sá Pinto assegura 2.º lugar
Moutinho e James estão a caminho do Mónaco
FBI mata indivíduo "ligado" a um dos autores do atentado
Distúrbios no arredores de Estocolmo há três dias seguidos
"Ronaldo é tão incrível, mas tem um problema: Messi"
Filho de David Beckham segue os passos do pai
Paraísos fiscais escondem 14 biliões de euros
Horário de 40 horas na função pública avança este ano
Sindicato considera inadmissível pagar mais ADSE
Indemnização por despedimento passa de 12 para 18 dias
Alemães estudam linha de crédito para PME nacionais
Se negociasse com a 'troika' "no mínimo, gritava"
Acredita que Vítor Pereira vai continuar a ser o treinador do FC Porto na próxima temporada?
Movimento Híper Saudável
Um estudo de proporções oceânicas no seu jornal
Mas antes, é preciso escolher o Professor do Mês.
Todas as Iniciativas DN