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FERNANDO SEARA
NOTAS SOLTAS

Postal de Sintra (II)

por FERNANDO SEARA  

Nestes tempos em que se exige bom senso e prudência e em que se sente uma verdadeira esquizofrenia política permitam-me que desde Sintra envie um outro "postal". Tenho a sensação que seria bem importante que alguns titulares governativos - e outros com idênticas pretensões... - tivessem tido uma experiência autárquica para perceberem a necessidade de ponderarem medidas, de escutarem críticas, de ouvirem personalidades diferentes, de terem a ousadia de sentirem as angústias, de assumirem o "não". É que a experiência do poder não é, apenas, o exercício da autoridade ou a mera delícia, sempre subjetiva, de uma influência que é sempre tão transitória quanto enganadora. O mundo da política está cheio de bajuladores e de "adesivos". Em tempo de dificuldades de emprego - e de trabalho! - o número de "adesivos" aumentou... Basta olhar para pretensos e renovados institutos, empresas, direções-gerais... Sob a capa do "emagrecimento" do Estado...

Mas regressemos a Sintra. Percorramos este espaço único que, para muitos, foi, desde sempre, uma fuga "à realidade de todos os dias"... Avancemos pela Quinta da Regaleira... que era e continua a ser um regalo para os olhos e para os outros sentidos. A Regaleira de Carvalho Monteiro, concebida a quatro mãos com o cenógrafo Luigi Manini.

Também me refiro à Sintra do nosso Eça e dos Maias, do Cruges, a quem não se perdoava se se esquecesse das queijadas...

À Sintra do Mistério da Estrada de Sintra, a meias, de mãos dadas com Ramalho Ortigão, o janota da corte de Dom Carlos, com "calotes" na Alfaiataria Christian Keil, pai do autor da música do nosso Hino Nacional, Alfredo Keil, também ele amante da paisagem sintrense, ali mais para os lados da Praia das Maçãs!

À Sintra para onde se sentia "exilado" Mouzinho de Albuquerque... Sim esse mesmo, o que foi governador-geral de Moçambique, tendo resignado, diz-se, sob pressão, e mais tarde convidado por Dom Carlos para acompanhar a educação do príncipe Dom Luís Filipe de Bragança. Há registos dos seus desabafos na Pena: "Cá estou eu em Sintra a "aiar" (de "aio") ou referindo-se aos invernos sintrenses: "Está um frio obsceno!", o que só mesmo os que conhecem Sintra reconhecem a finura da frase. Com adaptações aos dias de hoje...


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