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BERNARDO PIRES DE LIMA

Momento Marcelo

por BERNARDO PIRES DE LIMA  

Não quero carregar-vos com literatura maçuda no verão, mas há debates incontornáveis que merecem atenção de quem gosta de política internacional. Alguns podiam ser traduzidos ou iniciar coleções, mas algum caminho tem de ser percorrido. A começar pela eliminação de expressões como "política estrangeira", useira e vezeira nas preguiçosas traduções nacionais. O principal debate continua a ser o do declínio da potência dominante do último quarto de século (para não dizer meio) e a forma como outras potências regionais estão a procurar espaço de afirmação. Não é novo, mas vai durar. Robert Kagan pode ter andado demasiado excitado com a Guerra no Iraque, mas continua a ser dos mais interessantes intelectuais americanos na defesa da hegemonia benigna dos EUA e da manutenção da unipolaridade como garantes de estabilidade e segurança. É isto que propõe em The World America Made (2012). Já Charles Kupchan, em No One's World (2012), rende-se ao pragmatismo para apresentar a tese da multiplicidade de polos não convergentes e do desafio norte-americano na gestão pacífica do encaixe dessas peças. Numa outra coordenada, vale a pena ler a biografia sobre Aung San Suu Kyi, a serena lutadora pela democracia na Birmânia. Peter Popham revela-nos, em The Lady and the Peacock (2012), as privações, a influência da moral paterna, a escolha da participação não violenta, a transição num país com importância crescente na Ásia, no amplo cruzamento de interesses entre China, Índia e EUA. Ainda sobre a ascensão chinesa e os efeitos da voragem por recursos na estabilidade das suas fronteiras e complacência do resto do mundo, sugiro Winner Take all (2012), de Dambisa Moyo. Por fim, para não deixar fugir o verão quente, três propostas: Marwan Bishara, The Invisible Arab (2012), Steven Fish, Are Muslims Distinctive? (2011) e Hasan Kosebalaban, Turkish Foreign Policy (2011). Todos eles se cruzam.


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