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ADRIANO MOREIRA

O poder-dever de intervir

por ADRIANO MOREIRA  

Não é necessário insistir sobre a brutalidade da crise financeira que envolve progressivamente não apenas os ocidentais, mas o globalismo das interdependências que não deixarão imunes nenhumas das potências emergentes.

A semântica dos responsáveis que procura acalmar com análises aparentemente científicas a angústia crescente dos povos não abona a capacidade de enfrentar o desastre geral que se foi desenvolvendo à luz do saber que agora, de maneira generalizada, aponta o descontrolo do sistema financeiro, sem culpados da gestão política, financeira e estratégica que centros, ou ignorados ou não legitimados por tratados existentes, parecem comandar com imunidade mundial.

Não há muitos dias, uma alta responsável, neste caso de instituição legalmente instituída, declarou que tinha mais piedade pelas crianças africanas do que pelas crianças dos gregos, que deveriam começar por pagar os seus impostos. Esqueceu lembrar que os países mais ricos do Norte do globo poderiam melhorar a condição de milhares dessas crianças suspendendo a venda de armas com que são enviadas para combates sem qualquer justificação humana, e até poderiam identificar os fornecedores.

Teria sido mais de acordo com a realidade, e com o respeito igual por todas as crianças, reconhecer que a ganância financeira abrangeu por igual as crianças do Sul e do Norte do mundo, quando este deixou de se proclamar afluente e consumista e aquele continuava a se reconhecer pobre e desfavorecido, lembrando ainda que se discutia o perdão das dívidas a esses povos da geografia da fome (Josué de Castro) porque já tinham pago em juros mais do que os capitais recebidos por empréstimo.

Não é difícil imaginar que, em data incerta, a continuar a série de irresponsabilidades estaduais que cresce, também pelo antigo Norte rico se encontrarão motivos para igual sugestão. É tão séria a visão que os factos anunciam que cada vez é mais de estranhar a circunstância de a crise ser global, mas os órgãos legalmente responsáveis pelo globalismo não serem chamados a avaliar a ganância que ameaça povos e despe Estados da soberania do século, reduzindo-os a protetorados.


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