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LEONÍDIO PAULO FERREIRA

Esperemos que Obama trate da saúde a Romney

por LEONÍDIO PAULO FERREIRA  

Duas gémeas adolescentes sem seguro médico porque tiveram leucemia aos quatro anos. Este é só um dos absurdos que vão desaparecer graças à reforma do sistema de saúde proposta por Barack Obama. A qual vai avançar mesmo, depois de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter decidido que garantir a todos o direito à medicina não contraria o espírito da Constituição.

É uma vitória para o Presidente democrata, mas que não lhe garante a reeleição dentro de quatro meses, apesar dos aplausos de meia América. O seu rival republicano promete revogar a lei se conquistar a Casa Branca.

Mitt Romney espera assim mobilizar a direita americana, que na sua obsessão contra a intervenção do Estado abomina a introdução de um serviço nacional de saúde que é regra nos países desenvolvidos desde o final da Segunda Guerra Mundial (os pioneiros até foram os britânicos, pelo que nada tem que ver com teimosias anglo-saxónicas como a milha em vez do quilómetro).

Os pobres e os idosos estão protegidos na América pelos programas estatais Medicaid e Medicare. E a maior parte dos trabalhadores negoceia com o patrão um seguro de saúde. Mas o problema é que 30 milhões de americanos não se integram nas categorias anteriores, o que significa um décimo da população sem assistência médica garantida.

Tirando uns quantos que descuram o seguro de saúde, a grande maioria dos desprotegidos é gente a quem a empresa não oferece a regalia, não ganha suficiente para pagar por si próprio e não é tão pobre que possa recorrer ao Medicaid. A estes somam-se os casos de a quem é rejeitado o seguro devido aos antecedentes, como o caso das meninas Ritter citado pelo The Times (a imprensa londrina foi das que mais saudaram a decisão do Supremo, notando que, com metade dos gastos por cidadão, os britânicos batem os americanos em termos de saúde. Os portugueses podem reclamar ainda melhor rácio.)


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A cidade e o nexo*

por Brassalano Graça, licenciado em Jornalismo

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