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JOEL NETO
Crónica de TV

Manipulações e bolachinhas

por JOEL NETO  

1 - A ARD lamenta que as imagens não estejam "devidamente identificadas", mas o caso é muito mais significativo do que isso. A brilhante lágrima de uma adepta alemã depois do primeiro golo de Balotelli na segunda meia-final do Europeu de futebol era, afinal, falsa. Ou pelo menos era-o o momento, uma vez que o choro havia sido captado durante a entoação dos hinos (como choro de alegria, aliás) e acabou enxertado após o 1-0, para reforçar o drama. Já antes, de resto, tinha havido manipulação de uma imagem entre Joachim Löw e um apanha-bolas. Desmascarou-o a TV alemã, mais nenhuma. E, agora, vale a pena perguntar: quantas outras imagens foram manipuladas para forjar tensão ou alegria, coragem ou até comicidade onde elas não existiam? Até que ponto a ideia com que ficámos deste Europeu corresponde ao que se passou? Valerá a pena recordar os casos - e o quão perniciosos foram - em que foi uma simples imagem a mudar a percepção que diferentes gerações guardaram de um acontecimento, de uma revolução, até de uma guerra?

2 - Acho tão legítimo os espanhóis tirarem as bolachas ao Monstro das Bolachas como achei ridículo, aqui há anos, os americanos tirarem o cigarro a Lucky Luke. O Monstro das Bolachas é personagem de uma série didática - e diferentes tempos exigem diferentes pedagogias. Lucky Luke é lúdico, até aspiracional - e as crianças também precisam de mundividência (se não é disso, aliás, que mais precisam). Apenas numa coisa as duas decisões convergem: no soundbyte que obtêm. Quantas pessoas, em Espanha, vão tornar agora a olhar para Rua Sésamo só para ver o monstrinho comendo beringelas como se não houvesse amanhã?


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