Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


BERNARDO PIRES DE LIMA
Análise

'Obamacare'

por BERNARDO PIRES DE LIMA  

Será que a "deserção" republicana entre juízes do Supremo Tribunal dará a margem que Obama precisa para levar uma campanha mais tranquila e uma reeleição mais segura? A votação pela constitucionalidade da reforma da saúde tem o condão de retirar a sensação de ilegalidade ao megaplano de saúde que reinava nos últimos meses. Neste sentido, é um alívio para os Democratas e permite cumprir uma etapa histórica do seu programa social: a inserção (por obrigatoriedade legal) de mais de trinta milhões de americanos no sistema de saúde. Há, evidentemente, um cálculo eleitoral nisto tudo, mas mais relevante do que isso é o compromisso com a narrativa do partido nas últimas décadas. Isto não significa que os americanos não estejam divididos com a imposição do Estado federal sobre a liberdade individual. É neste impulso genético norte-americano que o Tea Party se alavancou e que o republicanismo clássico assenta a maioria das suas políticas públicas. Só que a "deserção" do juiz nomeado por George W. Bush mostra bem como este vai ser um tema difícil de gerir para a campanha de Romney. Por um lado, verá o Tea Party regressar ao debate com grande probabilidade de o liderar, obrigando Romney a segui-lo. Isto traz divisões dentro do partido, sobretudo afastando os moderados. Por outro, encosta novamente às cordas as opções de Romney enquanto senador do Massachusetts, autor de reforma da saúde próxima do Obamacare. Estamos por isso de regresso a uma dupla clivagem no debate político: entre as duas campanhas e entre os partidários de Romney. As duas favorecem Obama. Quer isto dizer que Obama não vai enfrentar problemas com a aplicação das mais de duas mil e quinhentas páginas da reforma? Claro que vai. O Supremo atribui ao Congresso poder coercivo (multando) ao incumprimento da subscrição do seguro de saúde. Um poder que será contestado, na prática, pelos Estados e por alguns dos seus representantes. Há lutas intemporais na política.


Patrocínio
 
5356Visualizações
29Impressões
2Comentários
13Envios
Ferramentas

Enviar por EmailEnviar por EmailPartilharPartilhar
ImprimirImprimir
Aumentar TextoAumentar TextoDiminuir TextoDiminuir Texto

FERRAMENTAS
 
  • Enviar por EmailEnviar
  • PartilharPartilhar
  • ImprimirImprimir
  • Comentar este ArtigoComentar este Artigo
  • Aumentar TextoAumentar Texto
  • Diminuir TextoDiminuir Texto
 
PARTILHAR NOTíCIA
 

A (suposta) descida do desemprego em Portugal

por Vítor Colaço Santos, cyntrascrita@hotmail.com

O DN está aberto à participação dos leitores. Use o email jornalismodecidadao@dn.pt para publicar online os seus artigos, fotos ou videos. Publique os seus SMS usando o número 96 100 200

Ver mais
Comentar

Se tem conta, faça Login

Email

Password



Bernardo Pires de Lima

Teoria e prática

por Bernardo Pires de Lima

 

Depois da imigração, Cuba. Não é só o voto latino que leva Obama a colocar estes temas no topo da agenda política antes que um Congresso ainda mais hostil tome posse a 6 de janeiro. É o facto de estes...


Ver Mais




PUB
PEPE Jornadas Empreendedorismo Turismo - DN Destaque

Especiais

Recuar
Avançar
TSF Superbrand - DN destaque
BT Edições Multimédia
Epaper



PUBLICIDADE

sondagem

Inquérito DN

Tensão do Ocidente com a Rússia pode favorecer a Base das Lajes?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados



DN

Epaper

Epaper