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CELESTE CARDONA

Porque foge o investimento

por CELESTE CARDONA  

Como reagiria um investidor privado a quem se sugere que invista numa empresa em que a dívida representa mais de cinco anos de volume de negócios, em que as perdas anuais são superiores a metade do volume de negócios e em que os pedidos de empréstimos anuais ultrapassam o volume de negócios? Esta pergunta é formulada por um especialista e não está direccionada para o nosso país. Mas os pressupostos das questões podem ser-nos aplicáveis, e a resposta que é dada por este autor é absolutamente idêntica à que nós daríamos: fugiria!

Vou um pouco mais longe! Tal como o quadro europeu se apresenta neste momento, não sei se esta "fuga" não seria mesmo para lá das fronteiras europeias, talvez com excepção de alguns (poucos) países do continente.

Devo, aliás, referir que este movimento não é apenas de agora. Durante muitos e muitos anos, a Europa, que após o final da Segunda Guerra procedeu à sua reconstrução, alargou os espaços da sua influência, beneficiou de grandes volumes de fundos financeiros, aboliu as fronteiras, fez cair o Muro de Berlim, unificou a Alemanha, intensificou o eixo Berlim-Paris, criou condições (únicas) para o desenvolvimento e a sustentabilidade do Estado social e, sobretudo, deu início e intensificou o processo de integração europeia, com a criação do mercado único e, qual cereja em cima do bolo, com a introdução e circulação do euro nos países da respectiva zona.

Enquanto isso, o mundo foi mudando! A indústria deslocalizou-se, os preços das matérias- -primas iam aumentando, a globalização quer da produção, da distribuição e da circulação foi fazendo o seu caminho.

Os chamados países "emergentes" (emergentes?) foram crescendo, aumentando o volume da sua produção de bens e serviços, aplicando os seus recursos financeiros nas economias "em vias de insolvência", criando condições para os melhores e os mais bem preparados exercerem as suas actividades (científicas e tecnológicas) nesses países.


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