por OSCAR MASCARENHAS
O DN evocou, no final da semana passada, em duas edições, os 10 anos de independência de Timor-Leste, Timor Lorosae em tétum, que quer dizer Timor Sol Nascente. Numa sessão realizada no Auditório do DN, foi projetado o filme Dalan Ba Dame (O Caminho da Paz), de Ian White, feito sob os auspícios da Comissão de Acolhimento Verdade e Reconciliação, criada naquele jovem país após a independência. Na edição do dia 20, evocou-se a data da independência com o testemunho de seis jornalistas do DN que conheceram o país.
Foi um bom serviço prestado ao leitor. Mas soube a pouco. Faltou a afirmação essencial: o DN foi o jornal que mais longa e intensamente manteve viva a chama noticiosa da longa e martirizada luta para a libertação de Timor Sol Nascente. Assim mesmo! A um jornal não compete envergar as vestes catequistas da modéstia e do recato; pelo contrário, tem o dever de alardear de peito cheio aquilo que fez e de que se orgulha, por ter prestado um bom serviço aos seus destinatários. E isso mesmo veio José Ramos-Horta dizer - e agradecer - à Redação do DN, a seguir a ter recebido o Prémio Nobel da Paz, com D. Ximenes Belo, em 1996.
Ao conhecer-se o que o DN noticiou - e como noticiou - da luta de libertação de Timor fica a saber-se qual o papel de Portugal e das suas autoridades nessa saga, e que não primou pela firmeza e constância, antes se entrelaçou com muitas hesitações e hipocrisias.
Se Timor Sol Nascente é hoje livre e independente deve-o, essencialmente: à guerrilha da Fretilin que, resistindo nas montanhas, foi sempre uma espinha cravada no colosso indonésio; à luta dos estudantes nas cidades timorenses, nunca vacilando nos confrontos com o ocupante; ao acolhimento e refúgio encontrado na Igreja católica timorense e na sua palavra insubmissa, muito a contragosto de um sempre embaraçado Vaticano; e à diplomacia exercida pelos representantes no exterior da Fretilin, em especial José Ramos-Horta e Mari Alkatiri, sempre com inequívoco apoio de Moçambique. Foi esta combinação de forças que minou a autoconfiança e a bravata militar indonésia, instabilizou as relações internacionais de Jacarta, ajudou a convulsionar a vida política na Indonésia e forçou a democratização do país, o fim da ditadura e a independência de Timor.
E o DN esteve sempre atento para contar isto tudo. Felizmente, do outro lado do Atlântico, um outro jornal esteve atento, por vezes através do DN, ao que se passava em Timor-Leste: o enorme The New York Times, que não raro retransmitia informações dadas em primeira mão pelo nosso jornal, em regra recolhidas pelo nosso incansável camarada Carlos Albino. Com isso, o NYT constituiu uma importantíssima força de pressão sobre o Congresso e a Casa Branca. E ainda bem.
por Carlos A. da Rosa Leal, Lisboa
O DN está aberto à participação dos leitores. Use o email jornalismodecidadao@dn.pt para publicar online os seus artigos, fotos ou videos. Publique os seus SMS usando o número 96 100 200
A questão não reside só na escolha da notícia mas no modo de a tratar
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que ouvi aquele desabafo. Um amigo de família, de esmerada educação e polimento, sempre prazenteiro e afável, emitiu um lamento, mas, como sempre, dentro de um...
OSCAR MASCARENHAS
De novo as sondagens e certas suspeições que conviria dissipar
Os direitos do jornalista só existem para cumprir melhor os seus deveres
Uma assessoria pode enriquecer a formação mas afeta a reputação
A sondagem pertence à área da informação ou à da propaganda?
Óscar Mascarenhas
Polémicas azedas em torno do futebol geram ódios cegos
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Águas balneares de Portugal acima da média
Mais de 30 mil empresas fugiram ao IVA no 1.º trimestre
Jorge Sousa apita final da Taça de Portugal
Moutinho e James no Monaco por 70 milhões
Selena Gomez beija Bieber em evento
Brad Pitt diz que deixou as drogas há dez anos
Conselheiros de Estado discutiram eleições antecipadas
Mais de 90 mortos após tornado no Oklahoma
Taylor Swift domina Prémios Billboard 2013
Produtor do Fundão vende folhas de tabaco pela Internet
Di María, Coentrão ou Pepe podem ser moeda de troca
Maioria dos jovens acha normal a violência no namoro
Fenprof surpreendida com surpresa do ministro com greve
PJ detém suspeito de abuso sexual das netas
Jovem detido com 50 euros falsos para comprar tabaco
Papa não praticou exorcismo no domingo
FNE reúne hoje Secretariado Nacional para decidir greve
Leonardo Jardim é uma boa escolha para treinador do Sporting?
Movimento Híper Saudável
Um estudo de proporções oceânicas no seu jornal
Mas antes, é preciso escolher o Professor do Mês.
Todas as Iniciativas DN