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Uma papa histórico ou apenas de transição?

 

Começa a vingar a tese, um dia depois do espanto suscitado pelo anúncio de resignação do Papa Bento XVI, de que o pontificado do sucessor de João Paulo II foi uma mera transição entre o "reinado" do seu antecessor para o do novo líder da Igreja Católica Apostólica Romana, que resultará da eleição no próximo Conclave, já em março.

A conclusão daí retirada é, na sua simplicidade, esta: Bento XVI não ficará em lugar de relevo na memória da História.

É verdade que o próprio Papa deu a entender ser esse o entendimento que tinha da sua missão e também é um facto haver uma tradição na Igreja Católica de, a seguir a um pontificado muito forte e marcante (como certamente foi o de João Paulo II), optar o Colégio de Cardeais por eleger como papa um homem idoso, deliberadamente, para assegurar o cargo durante um período curto. Mas essa visão sobre o pontificado que agora termina é manifestamente redutora.

Bento XVI foi um papa consequente no combate aos problemas de pedofilia que envolveram dirigentes da sua Igreja, não se limitando a condenações meramente formais. Foi um papa que desenvolveu uma argumentação consistente na crítica ideológica aos atropelos do neoliberalismo económico sobre a dignidade da pessoa humana, na sua vertente individual e comunitária. Encontrou um caminho que abriu, pela primeira vez, a possibilidade de admissão pela Igreja, em situações de perigo para a saúde pública, de utilização do preservativo masculino. Como intelectual deixa obra que influenciará e será referência para muitos outros estudiosos durante muitas décadas. Finalmente, com esta resignação, coloca ao papa que se segue, quando a altura chegar, um modelo de análise a que dificilmente se poderá fugir. Não pode, portanto, a História ignorar este homem notável.

Perigo nuclear

O ensaio nuclear na Coreia do Norte pode ser visto sob variados ângulos. O termo "atitude desestabilizadora" com que a ONU o qualificou será a mais prudente de todas as análises. Significativamente, a nova liderança daquele país foi condenada por todo o Conselho de Segurança.


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