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FILIPE FEIO
Antigo presidente foi ouvido por futuros profissionais dos media
"Será necessário por cobro ao poder da televisão para salvar a democracia?" A pergunta, feita ontem por Jorge Sampaio, foi o ponto de partida para uma reflexão sobre a influência e o papel dos media e da televisão na sociedade. Conversa na qual o orador deu a conhecer alguns aspectos da sua experiência pessoal na relação com os órgãos de comunicação social, enquanto chefe de Estado.
"Não", respondeu Jorge Sampaio, contrariando a visão do filósofo Karl Popper, de que o pequeno ecrã põe em risco o sistema democrático. Perante mais de uma centena de alunos de Comunicação Social, que encheram o auditório da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Lisboa, o antigo presidente da República afirmou, antes, que "temos é de reforçar os mecanismos de salvaguarda do serviço público de comunicação, incluindo a procura de financiamento adequado para garantir a sua qualidade, independência e autonomia". "O serviço público não poder estar ao serviço desta maioria governamental, ou daquela", reforçou Jorge Sampaio.
Além disso, o orador sublinhou a importância de "fomentar uma educação generalizada para e dos media", de "repensar a formação académica fornecida aos profissionais de comunicação", e de "desenvolver a literacia mediática dos jovens". Com que objectivo? "Aprofundar o papel social da comunicação mediática como instrumento de uma cidadania mais participativa, e de uma democracia inclusiva", afirmou.
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