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ROBERTO BESSA MOREIRA, Paredes
A unidade de hemodiálise foi inaugurada com pompa e circunstância em Outubro de 2006. Um ano e meio depois, este centro, que custou só à Santa Casa da Misericórdia de Penafiel (SCMP) 800 mil euros, ainda não tratou um único doente. Em causa está a falta de uma convenção entre a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e a instituição.
Quem passa pelo antigo Hospital de Penafiel, junto ao Largo dos Capuchos, vê um edifício em obras e com as portas todas fechadas. Ninguém imagina que no rés-do-chão e pisos inferiores está instalada uma unidade de hemodiálise totalmente equipada e pronta a funcionar. Esta infra--estrutura foi inaugurada no final do mês de Outubro de 2006.
Nessa cerimónia marcaram presença altos responsáveis locais e um representante do Governo Civil do Porto, Renato Matos, que elogiaram o projecto da SCMP em parceria com a empresa privada Nefronorte - Centro Renal do Norte. À instituição penafidelense coube um investimento na ordem dos 800 mil euros para a remodelação e adaptação do espaço, enquanto a Nefronorte, já responsável pelo centro de hemodiálise de Paredes, suportou a compra de 15 máquinas de hemodiálise no valor de milhares de euros.
Parecia, assim, chegar ao fim um processo iniciado em 2004 e que tinha como objectivo permitir que cerca de 50 doentes renais de Penafiel pudessem realizar o tratamento sem terem de se deslocar a Paredes ou, como acontece em muitos casos, ao Porto. Dezoito meses depois da inauguração, a unidade de hemodiálise de Penafiel continua fechada. Em causa, está a falta de uma convenção que a ARS se recusa a celebrar, apesar de já ter emitido o licenciamento em Outubro de 2005.
A entidade que representa o Ministério da Saúde alega que a gestão do centro será efectuada por uma entidade diferente daquela a quem foi concedido o licenciamento e já informou que a solução passa por a SCMP assumir a gestão da unidade ou desistir do processo para que a Nefronorte se candidate ao licenciamento.
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