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ALFREDO TEIXEIRA e DANIEL LAM
Associações sindicais de polícias exigem mais efectivos, sistemas de videovigilância e segurança dentro das esquadras da PSP. Queixam-se que o número de agentes "é insuficiente para as necessidades e em quase todas as esquadras só fica um elemento, enquanto outros dois estão a fazer ronda no carro-patrulha". Estas reivindicações surgem após um grupo de indivíduos ter entrado na esquadra da PSP de Moscavide, em Loures, no domingo, e agredido outro que ali se encontrava.
Paulo Macedo, dirigente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), denuncia ao DN que "isto acontece em todo o País, devido à grande falta de efectivos na PSP". Na sua opinião, "é a prova que não é uma esquadra eficaz, só com um elemento lá dentro e dois a circular no carro-patrulha. Até esse agente fica sem segurança". Alerta que, "se assaltarem uma esquadra, podem roubar armas e munições que ali se encontram".
O mesmo sindicalista defende a instalação de sistemas de videovigilância nas esquadras. "Como não há, ninguém consegue identificar os indivíduos que entraram na esquadra", salienta Paulo Macedo, lembrando um caso em que "um suspeito tinha sido levado à esquadra, deu uma cabeçada numa parede e ficou a sangrar e depois foi queixar-se de ter sido agredido pela polícia. Com registos vídeo, haveria provas e não restariam dúvidas sobre o que sucedeu".
Sobre a falta de efectivos, exemplificou com a esquadra de Odivelas: "Tem 48 elementos, que têm de se dividir em quatro turnos de serviço e outro de folga, descontar o pessoal de apoio logístico (serviços de secretaria e de apoio ao bar e ao comércio, programa Escola Segura, etc.) e quem está de férias e de baixa médica. Em termos de pessoal operacional, só fica um elemento na esquadra e dois no carro-patrulha".
Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), diz que estas situações são pontuais e só acontecem "quando o comandante da esquadra tenta assegurar a segurança dos cidadãos, descurando a segurança da própria esquadra".
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