Alberto João Jardim só decide depois de 10 de Maio se entra ou não na corrida à liderança do PSD/Nacional, garantiu o líder madeirense ao DN. E mais não disse. A recusa em falar sobre a crise do partido passa, agora, por uma estratégia de silêncio. O convite de Pedro Santana Lopes para um encontro a dois, depois de Jardim exortar todas as candidaturas a unirem-se contra Manuela Ferreira Leite, caiu em saco roto. Jardim não reage. Nem quer saber o que Santana disse. Ignora-o pura e simplesmente.
Hoje à noite o líder madeirense reúne a comissão política regional, uma reunião considerada muito importante pelos elementos que a compõem tendo em conta a actual situação. Só que enquanto Alberto João Jardim faz um compasso de espera, pois precisa de "pensar e reflectir muito bem as consequências, sem precipitações", certo é que a máquina do partido na Madeira já iniciou a recolha das 1500 assinaturas necessárias à formalização de uma eventual candidatura, apurou o DN. E também já há um site de apoio ao avanço de Jardim (www.albertojoaoapresidentedopsd.pt.vu), que ontem à noite contava 17 assinaturas.
Portanto, tudo em aberto. Mas se Jardim resolver não concretizar o desejo de muitos dos seus companheiro de se fazer às urnas, ganhar espaço no palco nacional, mesmo que seja para perder - "uma oportunidade única para alterar a imagem e apresentar o seu projecto para o país" como nos dizia um dos seus companheiros de partido -, o PSD/M não deverá apoiar nenhum dos actuais candidato.
Sendo assim é mais do que certo que a Madeira ofereça ao PSD nacional um resultado histórico, ou seja, uma abstenção generalizada dos militantes madeirenses, que seguem sem dúvidas o que o líder lhes indicar.
Da candidatura de Manuela Ferreira Leite, pessoa que Jardim "muito preza", e que ontem foi formalizada, já tudo foi dito. O líder do PSD/Madeira está contra.
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