por
NUNO MADUREIRA
Director-adjunto do site maisfutebol
Dois gigantes em crise proporcionaram, em Alvalade, o melhor espectáculo da temporada, num daqueles dérbis que serão lembrados durante décadas. Como sempre, nos jogos em que o futebol toma o freio nos dentes, os momentos de inspiração andaram a par dos erros flagrantes, relegando para segundo plano as inúmeras nuances tácticas. Para benefício dos espectadores que num dérbi de desesperados viram golos e momentos de emoção que, bem distribuídos, chegariam para encher três ou quatro jogos.
Como é frequente nestas situações, começou melhor, bem melhor, a equipa mais acossada. No caso, o Benfica, que ganhou a guerra dos onzes, com a aposta de Chalana em Di María a dar o primeiro round aos encarnados. A sua mobilidade desbaratou uma defesa do Sporting fragilizada pelas ausências de Polga e Gladstone. Rui Costa fez o resto: uma tabelinha com o argentino, concluída com um remate entre as pernas de Rui Patrício, deu o primeiro golo da noite.
Rui Costa, que nunca tinha deixado a sua marca em dérbis, voltou a estar no segundo golo, lançando Léo para o brasileiro encontrar a cabeça de Nuno Gomes. Com 0-2 antes do intervalo, o jogo estaria encerrado em condições normais. Mas se Paulo Bento tinha perdido o duelo de onzes, a sua vitória nas substituições deu um novo fôlego ao Sporting. Já depois de ter lançado Izmailov, apostou no regressado Derlei. Com Djaló mais recuado, o meio-campo do Sporting tornou-se mais agressivo.
Depois de um aviso de Moutinho, foi Djaló a abrir a primeira brecha numa defesa do Benfica sufocada. Faltavam 22 minutos, mas quando Liedson fez o empate percebeu-se que o barco tinha virado. Derlei confirmou um regresso feliz com o golo da viragem e o frenesi insaciável de Liedson, Derlei, Djaló e Vukcevic encarregou-se de reduzir a escombros as ilusões encarnadas de salvar a época no Jamor.|
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