por
Manuel Queiroz
Jornalista
O FC Porto continua a sua época (quase) perfeita e ontem derrotou o Vitória, em Setúbal, com à vontade e qualificou-se justamente para a final da Taça de Portugal, cujo adversário sairá do encontro de hoje entre Sporting e Benfica em Alvalade.
Num jogo quase de sentido único, num Bonfim com muita gente, a equipa de Jesualdo nem começou muito bem mas foi aquecendo de forma a que obrigou o Vitória quase só a defender. A equipa de Carvalhal - expulso ao intervalo no túnel de acesso aos balneários - esteve bem na primeira parte, pior na segunda quando foi preciso abrir um pouco mais e correr atrás do prejuízo. O problema é que o adversário era de outra… taça, que não a da Liga.
Com o seu onze habitual, apenas com Nuno na baliza em vez de Helton (nem no banco esteve), o FC Porto mostrou as limitações do Vitória quando começou a fazer pressão alta e obrigava os jogadores da casa a jogarem em pequenos espaços. Depois, era só ter atenção a que a bola não chegasse a Pitbull, coisa que ainda aconteceu nos primeiros minutos. - aos 6, num remate de fora da área, a bola desviou em Pedro Emanuel e traiu Nuno. Foi a jogada mais perigosa do Setúbal.
O primeiro golo do FC Porto foi marcado por Jorginho na própria baliza, num canto da esquerda que Bruno Alves desviou ao primeiro poste - o defesa sadino estava ao segundo e tinha atrás Lisandro e não teve reacção para não deixar a bola bater-lhe (37'). O FC Porto podia ter dobrado a margem ainda na primeira parte (Tarik e Lisandro andaram no tiro ao boneco a Eduardo), mas veio do intervalo com mais força ainda e fez dois golos no primeiro quarto-de-hora, ambos por Lucho, o primeiro a passe de Tarik, em que Eduardo podia ter feito algo mais, o segundo num remate de fora da área.
Com 3-0 não havia muito a fazer de uma parte ou de outra. Carvalhal, pelo telemóvel, ainda mandou entrar avançados, mas o FC Porto foi sempre um castelo inexpugnável.|
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