por ANA MAFALDA INÁCIO e JACINTA ROMÃO
Uma equipa de técnicos do Instituto de Meteorologia vai hoje a Santarém para analisar o fenómeno que ocorreu ontem no distrito, ventos verticais que podem ter atingido os 180 a 200 km/hora, num raio de 15 quilómetros. Tudo semelhante a um tornado. Em apenas uma hora, das 09.00 às 10.00, freguesias de Santarém, Torres Novas e Alcanena, de Canal a Zibreira, viveram momentos que a população já definiu como de "inferno". Destes resultaram sete feridos ligeiros, cinco casas e 15 unidades fabris destruídas. Os desalojados foram distribuídos por casas de familiares e por um lar. O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, participa hoje em Santarém numa reunião no Governo Civil, para avaliar estragos e definir apoios para população e empresas afectadas. Fonte do IM confirmou ao DN que o fenómeno - tornado - não é raro em Portugal, porém "está localizado no espaço geográfico, que não é detectado na nossa rede de estações, sendo, por isso, relatado ao instituto sempre que ocorra em locais povoados". Ou seja, não há forma de o prever nem tão-pouco de o detectar na hora. A confirmação só é possível por imagens satélite do momento e pela análise dos danos. Por isso, uma equipa de técnicos vai estar hoje a percorrer "os locais afectados para analisar o fenómeno através dos danos causados". Um fenómeno que, ao final do dia, o instituto já admitia tratar-se de um tornado. Já que ao início da manhã, os meteorologistas não arriscavam tal definição, pois não tinha sido realizada qualquer análise local. Contudo, ao final da tarde, era publicada no site oficial do IM a confirmação: "Uma análise preliminar de diversos tipos de imagem radar permite concluir que uma estrutura convectiva com movimento de rotação organizado nos seus níveis médios, afectou parte da Região Norte do Ribatejo, no período entre as 09.00 e as 10.00. A este tipo de perturbação está, frequentemente, associada a ocorrência de tornados. No presente caso, sem prejuízo de uma análise técnica no local não ter sido ainda efectuada, diversos relatos, descrições e fotografias parecem confirmar a ocorrência de um tornado na região." O meteorologista Costa Alves re- feriu ao DN que o tornado não é um fenómeno raro no nosso País, mas não muito frequente, havendo registo nos últimos tempos de uma média de ocorrências que não ultrapassa os dois a três por ano. "Não há um padrão, embora os tornados sentidos em Portugal sejam de pequena dimensão e muito diferentes dos que acontecem nos Estados Unidos, onde existem condições atmosféricas propícias (como massas de ar muito quentes e húmidas e muito frias) para que estes ocorram até com frequência", referiu. A repetição deste fenómeno nos próximos dias não é muito possível, tudo aponta para uma melhoria do estado do tempo.
UE impõe condições para Grécia obter resgate
1500 polícias desistem da farda em três anos
Cinco agências de publicidade na corrida à Galp
Ritmo de reformas na CGA está a abrandar
2011 foi o segundo melhor ano para sapatos portugueses
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
O homem que recusou saudar os nazis
Príncipe Harry coroado "Top Gun"
Souza no Grémio é desilusão para os adeptos do Vasco
Senhorio obrigado a realojar em caso de obras
Mulher obrigava mãe de 77 anos a viver fechada na garagem
Vila do Conde: Câmara dá tolerância aos funcionários no Carnaval
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Ahmadinejad convida Bento XVI a visitar o Irão
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN